O acesso ao serviço de urgências da Fundação Aurélio Amaro Diniz, designado por Centro de Atendimento Clínico (CAC) está, desde ontem, limitado aos utentes que liguem previamente para a linha do SNS 24. Às pessoas que acorram àquele serviço, sem que tenham sido referenciadas pelo 808 24 24 24, o hospital da FAAD disponibiliza uma consulta de clínica geral, com custo de 30 Euros.
A tomada de posição foi confirmada, esta tarde, à Rádio Boa Nova, pelo presidente do Conselho de Administração da FAAD que, ontem, foi confrontado pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra com a indicação de que o hospital não iria ser ressarcido dos valores correspondentes aos utentes consultados, sem que tenham sido referenciados pelo SNS 24.

Em causa estão, segundo Álvaro Herdade, cerca de 12 700 consultas das 13 mil que foram feitas desde o dia 13 de janeiro deste ano, data em que o CAC entrou em funcionamento. “Implica mais de 400 mil euros”, apontou o responsável da FAAD que, até aqui, “já pagou aos médicos, enfermeiros e a todo o pessoal”. Este é um prejuízo “difícil de suportar para a Fundação”, referiu.
A referenciação dos utentes por via do SNS é, desde a entrada em funcionamento do novo serviço, o procedimento válido para atendimento no CAC da FAAD.
“Isso estava implícito desde o início, quando foi assinado o protocolo com a ULS. E, em todos os CAC, as pessoas para serem atendidas têm que ligar sempre primeiro para o SNS 24. Está devidamente assinalado, em letras enormes. Antes de se dirigir ao CAC, ligue 808 24 24 24”, explicou Herdade.
À Rádio Boa Nova, o presidente do CA da FAAD, lembrou que, no início, foi dito que “nunca ficaria ninguém por ver”, mas “as pessoas começaram a fazer disso sistema”. “Por tudo e por nada, correm para o Hospital, não ligam para a saúde 24”, lamentou.
Álvaro Herdade apela à população para que adote esse procedimento, até porque “as pessoas que ligaram para a Saúde 24 foram encaminhadas” e “não é verdade aquilo que as pessoas dizem, que estão muito à espera para serem atendidas”.
Para os primeiros 12 meses de funcionamento, a ULS contratou com o hospital da FAAD 12 mil consultas em CAC, número que já foi ultrapassado pelas mais de 13 mil consultas registadas. Porém, nas contas da ULS apenas são contabilizadas as cerca de três centenas referenciadas pelo SNS 24. Isto significa que “não nos vão pagar mais do que aquilo que está no contrato”, refere Herdade, notando que até ao final do contrato as consultas realizadas em CAC resultam num “prejuízo” para a FAAD. “Não vamos fechar o CAC por respeito às pessoas”, refere.



























