A Biblioteca Pública Municipal João Brandão, em Tábua, assinalou o seu 25.º aniversário com uma cerimónia comemorativa que reuniu representantes institucionais, autarcas, parceiros e utilizadores, num momento de reconhecimento pelo percurso desenvolvido desde a sua inauguração, em julho de 2001.
A diretora da Biblioteca Municipal João Brandão, Paula Neves, destacou o papel da instituição na promoção da leitura, da cultura e do conhecimento ao longo de um quarto de século. “Celebrar 25 anos é, sobretudo, reconhecer uma obra construída diariamente por muitas mãos: técnicos, autarcas, dirigentes, professores, parceiros, voluntários, amigos e, acima de tudo, pelos milhares de leitores que fizeram desta biblioteca um espaço vivo”, afirmou.
A responsável sublinhou que a biblioteca se tornou “muito mais do que um edifício repleto de livros”, assumindo-se como “uma verdadeira casa da cultura, do conhecimento e da cidadania”. Recordou ainda a importância da instituição num contexto marcado pelas transformações tecnológicas e digitais, defendendo que “as bibliotecas continuam a desempenhar um papel insubstituível”. “São lugares de confiança, onde o conhecimento é organizado, o pensamento crítico é estimulado e o acesso à informação é livre, inclusivo e democrático”, defendeu.
Paula Neves deixou ainda uma mensagem de esperança para o futuro, desejando que a biblioteca continue a ser “um espaço aberto ao conhecimento, à criatividade, à reflexão e ao encontro entre gerações” e que os próximos anos sejam “ainda mais ricos em projetos, em leitores, em histórias e em sonhos concretizados”.
O presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, enalteceu o trabalho desenvolvido pela equipa da biblioteca e o impacto que a instituição tem tido junto da comunidade. “O edifício físico desta biblioteca tem que crescer efetivamente”, afirmou, considerando que o sucesso alcançado ao longo destes 25 anos resulta sobretudo do envolvimento das pessoas. “Nada teria sido feito se não tivesse existido o dinamismo das pessoas, pessoas que se envolvem”, acrescentou.
O autarca destacou ainda o papel da biblioteca junto das diferentes gerações e a sua capacidade de levar a cultura para fora das suas instalações, através de múltiplas iniciativas dirigidas à comunidade. “Que venham mais 25 anos, 25 anos de renovação, de adaptação às novas tecnologias, mas sobretudo também da ligação às pessoas”, afirmou.
Em representação da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), Maria João Guerreiro associou-se às comemorações e salientou a importância da Biblioteca Municipal João Brandão enquanto exemplo do trabalho desenvolvido pela Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. “Há aniversários que celebram o tempo. Há aniversários que celebram também o impacto. Os 25 anos da Biblioteca Municipal João Brandão celebram ambos”, afirmou.
A representante da DGLAB destacou a evolução da biblioteca ao longo dos anos, considerando que “é hoje um espaço de aprendizagem, de criatividade, de encontro, de participação, de inclusão e de partilha”. Maria João Guerreiro salientou ainda que as bibliotecas públicas desempenham atualmente um papel fundamental na promoção das literacias, da inclusão digital e da coesão social, defendendo que “quando celebramos uma biblioteca, celebramos sempre as pessoas que lhe dão vida”.
Na ocasião, a vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Sofia Carreira, destacou a importância das bibliotecas enquanto espaços de democratização do conhecimento e de acesso à cultura. “As bibliotecas são espaços de cultura efetiva, que permitiram a democratização do acesso livre ao conhecimento, à cidadania e a uma cultura plena”, afirmou.
Sofia Carreira considerou ainda que os avanços tecnológicos representam novas oportunidades para o setor, mas sublinhou a relevância da dimensão humana. “A inteligência artificial é uma oportunidade, a nova tecnologia é uma oportunidade, mas nada substitui esta empatia e este afeto que assistimos nesta tarde”, concluiu.
A celebração dos 25 anos da Biblioteca Municipal João Brandão ficou marcada pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de um quarto de século e pela reafirmação do compromisso de continuar a promover a leitura, a cultura e a participação da comunidade no concelho de Tábua.






































