A 15.ª edição da FACIT – Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Tábua foi inaugurada esta quarta-feira, marcada pela apresentação da estratégia de desenvolvimento do concelho, onde o turismo, a economia e a valorização do património assumem um papel central.


Perante empresários, associações e entidades regionais, o presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, destacou o crescimento sustentado do certame ao longo dos últimos anos, sublinhando que a FACIT se tornou uma referência regional e uma importante montra da atividade económica do território. “A FACIT é uma montra económica da agricultura, indústria, comércio e associativismo”, afirmou o autarca, lembrando que o evento resulta de um esforço coletivo. “A FACIT não é uma organização do Município de Tábua, é uma organização conjunta que se faz com as pessoas que nos visitam, mas, sobretudo, com os empresários”, referiu.
Na edição de 2026, a organização decidiu dar um novo passo, reforçando a componente turística do certame. A nova área dedicada ao turismo, a FACIT T, será inaugurada durante a feira e contará com dezenas de apresentações e participações nacionais e internacionais. Segundo Ricardo Cruz, a intenção passa por projetar a FACIT para além das fronteiras do concelho e da região. “Pretendemos que não seja só uma mostra do concelho de Tábua, uma mostra da região de Coimbra, mas também uma mostra internacional e, sobretudo, nacional”, afirmou.
No seu discurso, o autarca aproveitou para traçar a visão estratégica do município para os próximos anos, colocando o turismo entre as principais apostas de desenvolvimento económico. Depois de recordar que o concelho registou em 2025 um valor histórico superior a 46 mil dormidas, Ricardo Cruz assumiu o compromisso de reforçar a oferta turística e cultural do território através da criação de novos equipamentos de visitação. “Em Tábua estamos a perspetivar para que neste mandato, ao longo destes quatro anos, possamos ainda evoluir mais”, referiu. Entre os projetos em curso está o futuro Centro Interpretativo do Mundo Rural, atualmente em obra, bem como a Incubadora e Oficina do Queijo, já em fase de adjudicação. A estes equipamentos junta-se o espaço museológico Sarah Beirão, associado ao projeto Welcome Center.
O presidente da Câmara revelou ainda que o município já trabalha numa quarta infraestrutura cultural, ligada à figura de João Brandão, em Midões, desenvolvida em parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
Paralelamente, Ricardo Cruz salientou os investimentos na área empresarial, nomeadamente na expansão das zonas industriais e na preparação de novos lotes para acolher empresas e criar emprego.
Turismo como motor de desenvolvimento
Presente na inauguração, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, enalteceu a decisão do município de integrar o turismo de forma mais expressiva na FACIT, defendendo a articulação entre este setor e as restantes atividades económicas. “O turismo é hoje, de facto, uma indústria poderosa”, afirmou, lembrando que o setor representou 29,4 mil milhões de euros para a economia nacional em 2025.
Para o governante, a ligação entre turismo, agroalimentar e indústria constitui uma estratégia acertada para o desenvolvimento dos territórios. “Somar o turismo com a indústria, com o agroalimentar, com o setor primário, é do meu ponto de vista uma estratégia acertada”, sustentou.
Pedro Machado destacou igualmente a crescente relevância dos mercados internacionais para Portugal, referindo que os visitantes procuram cada vez mais experiências ligadas à cultura, ao vinho e ao património. “Hoje vêm à procura da cultura e muito em particular de um produto estrela desta região, que é naturalmente o vinho e a fileira do enoturismo”, afirmou.
Numa intervenção centrada também no papel das empresas, o secretário de Estado defendeu medidas de apoio à competitividade e ao investimento privado. “É bom que as empresas e os empresários tenham lucro”, declarou, considerando que são os empresários quem “criam riqueza” e “criam emprego”.
Já sobre o comércio local, destacou a sua importância para a coesão territorial, lembrando que “o comércio é, em muitas vezes, o último reduto das dinâmicas que ainda hoje temos em algumas aldeias, em alguns lugares, em algumas vilas dos nossos territórios”.
A cerimónia marcou o arranque de cinco dias de feira, no Pavilhão Multiusos de Tábua, que conjugam atividade económica, gastronomia, animação e música, esperando-se milhares de visitantes até ao próximo domingo. Rosinha abre, esta noite, o cartaz musical. Na quarta-feira (25) atuam ÁTOA e Papillon, seguindo-se Nena (26), Pedro Abrunhosa (27) e Toy encerra a edição de 2026 no domingo (28).




































