A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) levantou a recomendação que desaconselhava a utilização das praias fluviais do rio Mondego, nos concelhos de Penacova e Coimbra, depois de as análises à água terem confirmado que não existem parâmetros que comprometam a sua qualidade.
A decisão surge na sequência do derrame de resina ureia-formaldeído ocorrido no passado dia 20 de julho, no IP3, entre Penacova e Miro, no sentido Coimbra-Viseu, envolvendo um veículo de transporte. O incidente levou à ativação dos protocolos e planos de emergência da Proteção Civil.
Segundo a APA, a entidade acompanhou a situação desde o primeiro momento, com a presença de um técnico no local e participação nas reuniões de coordenação promovidas pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra.
Após tomar conhecimento da possível afetação da qualidade da água do rio Mondego devido às operações de lavagem do pavimento, a Administração da Região Hidrográfica do Centro, integrada na APA, promoveu uma campanha de monitorização, recolhendo amostras em cinco locais distintos ao longo do rio. Em simultâneo, foi alertada a entidade gestora das captações de água destinadas ao consumo humano.
Por precaução, a APA recomendou temporariamente que fossem evitadas atividades balneares nas praias fluviais situadas a jusante do local do acidente, nos concelhos de Penacova e Coimbra.
No entanto, os resultados das análises, conhecidos esta quarta-feira, 22 de julho, revelam uma situação de normalidade, sem qualquer indicação de contaminação que coloque em causa a qualidade da água. Face a estes resultados, a agência ambiental anunciou o levantamento da recomendação de não utilização das praias fluviais.
A APA assegura que continuará a acompanhar a evolução da situação, em articulação com a Proteção Civil e as restantes entidades envolvidas, mantendo a monitorização necessária para garantir a proteção da qualidade da água e da saúde pública.































