Uma magistrada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra foi agredida com um estalo, na manhã desta quinta-feira, por um homem que ali se dirigiu para uma diligência e que, segundo fonte do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), queria se ouvido por um magistrado e não por um funcionário judicial e que já se tinha dirigido várias vezes àquelas instalações.
“Depois de passar à frente de todas as pessoas que estavam no corredor”, adiantou a mesma fonte, referindo que o homem conseguiu ficar frente a frente com uma magistrada, que acabou por agredir com um estalo.
A polícia foi chamada ao local e deteve o homem, que será agora presente a primeiro interrogatório judicial para conhecer as eventuais medidas de coação tidas como adequadas.
Já a procuradora agredida, que tem menos de 30 anos, foi encaminhada para o Instituto de Medicina Legal (IML), para fins de relatório.
O sindicato denuncia o facto do DIAP de Coimbra funcionar num edifício com outros serviços, sem policiamento, apenas com segurança e sem qualquer tipo de controlo.
Num comunicado enviado à comunicação social, durante a manhã de hoje, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público já tinha “repudiado” a agressão, reiterando as críticas “que tem feito há algum tempo”, ou seja, “a falta de condições de segurança em edifícios e de gabinetes adequados para a realização de diligências no âmbito de inquérito criminal”.
O caso da magistrada agredida hoje “levanta preocupações sérias sobre a proteção dos profissionais da justiça e a necessidade urgente de investimentos em instalações que garantam ambientes seguros e funcionais para o exercício das suas funções”.































