Um homem de 56 anos foi detido, no dia 24 de julho, pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter provocado um incêndio florestal na povoação de São Paio, no concelho de Seia, tendo ficado em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial.
Em comunicado enviado à Rádio Boa Nova, a PJ informa que a detenção foi efetuada “na sequência de diligências realizadas conjuntamente com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior (GTRI Centro Interior) e em estreita colaboração com o Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) da GNR de Gouveia”. O incêndio em causa ocorreu no passado dia 19 de julho.
Segundo a Polícia Judiciária, a investigação permitiu reunir provas que apontam para o suspeito como autor do fogo. “Foram constituídas diversas equipas, integradas por elementos da PJ e do GTRI Centro Interior, que levaram a cabo a recolha de elementos de prova, concluindo-se assim pela forte indiciação do suspeito como autor do incêndio”, refere o comunicado.
As autoridades indicam que o homem “terá ateado o fogo com recurso a chama direta, num dos arruamentos da povoação”, num local onde as características do terreno favoreciam a propagação das chamas devido à proximidade entre habitações, vegetação e terrenos agrícolas. A PJ considera que a ação colocou “em perigo bens materiais de elevado valor, assim como as vidas dos habitantes e de animais”.
De acordo com a investigação, o suspeito terá atuado “sem móbil comprovado, aparentemente por ‘incendiarismo’ num quadro de provável alcoolismo”.
A Polícia Judiciária recorda ainda que, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no dia do incêndio o risco de fogo rural era “Muito Elevado”.
O incêndio acabou por ser dominado rapidamente graças à intervenção da população e dos meios de socorro. “O incêndio não assumiu maiores proporções em virtude da sua deteção precoce por parte dos populares residentes nas imediações, com o pronto alerta e eficaz intervenção dos bombeiros, apoiados por um meio aéreo”, destaca a PJ, acrescentando que, caso contrário, “a progressão do referido incêndio poderia ter colocado em perigo as habitações próximas e seus habitantes, bem como vastas manchas florestais e área agrícola”.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.































