Nos meses de junho e julho, o consumo de água da rede pública no concelho de Oliveira foi de mais 30 a 40 por cento, comparativamente, ao mesmo período do ano passado, em que também se assistiu ao aumento do consumo. A situação está a preocupar o Município e a Águas Públicas da Serra da Estrela (APDSE) que apela à população para que seja moderada no uso da água que “é um bem escasso e limitado”.
O alerta foi partilhado, esta manhã na Rádio Boa Nova, por Rui Pina, diretor de engenharia e explorações da APDSE, que associa a subida dos consumos às regas, às lavagens e ao enchimento das piscinas com água da rede.
O problema é transversal aos outros dois municípios que integram a APDS – Seia e Gouveia – e no caso concreto do concelho de Oliveira do Hospital está a obrigar ao transporte de água, com recurso aos camiões dos Bombeiros, que é captada a montante para jusante.
Na Rádio Boa Nova, o responsável explicou que o que se verifica “felizmente, não é falta de água”. O problema reside na capacidade de adução dos reservatórios, que “não chega”. “As pessoas gastam mais água do que a nós conseguimos colocar nos reservatórios”, explicou, notando que este é um problema que a APDSE está a tentar resolver junto da Águas Públicas de Lisboa e Vale do Tejo e que implica a realização de uma obra destinada a aumentar a capacidade de adução, que “iniciará em final de setembro ou em outubro”. “Ajudará a resolver alguns problemas”, frisou.
No que respeita ao concelho de Oliveira do Hospital, Rui Pina adianta que “nos mês de junho, os consumidores gastaram 30 por cento de água a mais, do que em junho do ano passado” o equivalente a “70 mil metros cúbicos a mais”. “São 70 milhões de litros de água a mais”, explica, verificando que em julho o consumo em excesso foi de “40 a 45 por cento a mais” e “nos primeiros dias de agosto ainda mais”.
Diante destes números, Pina apela à população para que evite o uso da água da rede para regar, fazer lavagens ou encher piscinas porque “isso retira água dos reservatórios”.
Na Rádio Boa Nova, o especialista notou também “que o cenário a nível nacional não é muito animador” devido aos episódios de seca que se agravaram desde 2021, data a partir da qual o nível dos lençóis freáticos baixou bastante, situação que também afeta quem tem captações particulares. “Em maio, junho a água começa a escassear”, frisou.































