A Região Metropolitana de Coimbra (RMC) manifestou, ontem, a sua solidariedade para com os municípios e populações afetadas pela depressão Kristin, sublinhando a gravidade da situação vivida em grande parte do território nacional e apelando ao apoio célere do Governo para a recuperação dos danos.
Em comunicado enviado à Rádio Boa Nova, a RMC começa por expressar o seu pesar pelas consequências humanas do fenómeno meteorológico: “A Região Metropolitana de Coimbra (RMC) expressa a sua total solidariedade para com os municípios e populações afetadas pela depressão Kristin”, acrescentando ainda “o seu mais profundo pesar pelas vítimas mortais, endereçando sentidas condolências às famílias enlutadas”.
A entidade refere que tem acompanhado de perto a evolução da situação, indicando que “tem estado a acompanhar o evoluir da situação através da sua presença em regime de permanência no Centro de Coordenação Operacional Sub-regional” e também “através do empenho das equipas de sapadores florestais”.
Segundo a nota, a resposta no terreno envolve todos os municípios da região: “Desde o início da noite de ontem, todos os Serviços Municipais de Proteção Civil da Região Metropolitana de Coimbra estão coordenados para resolver as situações mais urgentes”, contando ainda “com o apoio de grupos de reforço vindos de outros distritos da Região Centro”.
No ponto de situação divulgado, a RMC informa que “encontram-se ativos o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil, bem como 9 Planos Municipais” em vários concelhos, entre os quais Coimbra, Figueira da Foz, Lousã e Soure. Relativamente às ocorrências, são referidas “centenas de ocorrências nos 19 municípios da RMC, nomeadamente quedas de árvores, movimentos de massa, quedas de estruturas e danos em edifícios públicos”.
Apesar dos estragos materiais, a RMC salienta que “até ao momento, não há registo de qualquer vítima na nossa área de jurisdição”. Contudo, persistem dificuldades no funcionamento normal dos serviços, uma vez que “verifica-se a existência de inúmeras freguesias sem energia elétrica e o encerramento de estabelecimentos de ensino em 10 municípios”, além de “diversos serviços públicos sem condições de funcionamento” e “constrangimentos em várias estradas sob avaliação”.
Face à dimensão dos prejuízos, a Região Metropolitana de Coimbra reforça o apelo às autoridades centrais, afirmando que “solicita ao Governo a célere averiguação dos prejuízos e o posterior apoio para a resolução dos danos causados”, alinhando-se com o pedido já feito pela Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Por fim, a RMC deixa uma mensagem à população, apelando à compreensão: “Apelamos, igualmente, à paciência da população enquanto os agentes operam no terreno”, garantindo que “a RMC continuará a acompanhar os acontecimentos, estando totalmente disponível para dar resposta à situação atual que se vive no território”.


































