O Governo decretou a situação de calamidade para todas as zonas afetadas pelo mau tempo, provocado pela depressão Kristin, e está a estudar mecanismos de financiamento para apoiar a reconstrução, garantindo que as populações não ficarão sem ajudas. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Leiria, um dos concelhos mais atingidos.
“Hoje, ao início da manhã, o Conselho de Ministros resolveu decretar a situação de calamidade para todas as zonas que foram afetadas”, afirmou o chefe do Governo, sublinhando que esta decisão permitirá acelerar os processos de recuperação. Segundo explicou, “o que começámos a desenhar são os mecanismos para, de uma forma mais célere, mais rápida, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno”.
Luís Montenegro adiantou que a resolução do Conselho de Ministros inclui “um conjunto de instrumentos que irá estar à disposição de todos os municípios, com a coordenação das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, com todos os departamentos do Governo”. O objetivo passa por criar “formas mais rápidas, mais expeditas, mesmo do ponto de vista dos procedimentos, excecionando algumas exigências que em condições normais alguns procedimentos teriam de ter, para poder o mais rápido que seja possível repor o essencial”.
O primeiro-ministro reconheceu que esta resposta implicará um esforço financeiro significativo, garantindo, no entanto, o apoio às populações:
“Isso vai, naturalmente, também comportar um esforço financeiro grande e nós estamos neste momento a estudar a melhor fonte de financiamento, sendo certo que as pessoas não deixarão de ter essas ajudas.” Além do apoio nacional, o Governo está também a avaliar a mobilização de recursos externos.
Apesar de a depressão Kristin já ter passado, o primeiro-ministro alertou para os riscos que se mantêm: nos próximos dias “há riscos associados”, uma vez que os terrenos estão saturados de água e poderão ocorrer cheias e inundações “porque os terrenos não conseguem absorver mais água”.
































