Vera Cunha foi reconduzida na presidência da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) para um segundo e último mandato. Para os próximos quatro anos, a presidente promete “um trabalho profícuo” para que a escola, afeta ao Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), “continue a crescer enquanto instituição”.


Na cerimónia da tomada de posse, que decorreu na tarde desta quinta-feira (3), Vera Cunha disse partir para este novo mandato “com sentido de responsabilidade e compromisso, ciente dos desafios há pela frente”. Com “persistência e com vontade de trabalhar”, a equipa liderada por Vera Cunha quer “continuar a construir a escola para que seja uma referência regional e nacional”.
Agora, mais do que nunca, é objetivo da presidência “preparar alunos para um mundo que está em constante mudança, dotando-os das competências técnicas e críticas que a sociedade de hoje exige”. É por isso certo que haja uma necessidade de “formar docentes e técnicos”. Perante um mundo cada vez mais digital, torna-se imperativo também repensar a oferta formativa. Segundo Vera Cunha, a ESTGOH vai apostar em duas novas licenciaturas direcionadas para a Inteligência Artificial e para a Biotecnologia Industrial.
Vera Cunha recordou o caminho traçado ao longo dos últimos 23 anos, marcados pela “resiliência e adaptação”. Aliás, as elevadas taxas de empregabilidade nos diversos cursos e os 100 por cento na licenciatura em Engenharia Informática são também fruto do “trabalho de quem cá trabalha”.
Para a presidência da ESTGOH, sustentabilidade é a ordem do dia e há intenção de “continuar a fomentar a investigação” e de “modernizar a escola”.
“É promessa: a residência estará pronta a 30 de setembro”
“Orgulhoso” por ver “a forma como a escola evoluiu nos últimos quatro anos”, o presidente do IPC elogiou o trabalho desenvolvido pela presidência da ESTGOH que conseguiu ultrapassar os 700 alunos. Para Jorge Conde, era “obrigação” do IPC “fazer aqui alguns investimentos”. Aliás, segundo adiantou, o Politécnico de Coimbra “é a quarta instituição do distrito a captar mais PRR”.
Com a recuperação de um “edifício icónico”, estarão disponíveis 98 camas para quem queira vir estudar para Oliveira do Hospital. “Será melhor do que as que temos em Coimbra e com quartos maiores dos que há em Coimbra”, sublinhou, referindo-se à residência que está a ser instalada no antigo hotel da cidade. Jorge Conde, que está “a um mês” de terminar o seu mandato, está confiante e prometeu que a 30 de setembro a obra estará pronta.
Para o presidente do IPC, o objetivo é a ESTGOH atingir os mil alunos, pois só assim consegue uma “sustentabilidade plena”.
Na tomada de posse, Jorge Conde sublinhou que, apesar da “dificuldade acrescida” que a ESTGOH enfrenta, no que diz respeito à distância que a separa das outras unidades do IPC, esta tem-se tornado “autónoma”. Prova disso, segundo explicou, é que “há três anos que vive com o seu dinheiro, com salto positivo”.
Município é “parceiro ativo”
Na ocasião, José Francisco Rolo desejou “um bom mandato, com trabalho e sucessos” e garantiu que “encontrarão na Câmara Municipal um parceiro ativo”. Para o presidente do Município de Oliveira do Hospital, “a ESTGOH é um posto avançado do Politécnico de Coimbra no interior da região centro”. Na ótica do autarca, “o IPC tem sabido crescer e tem feito uma aposta estratégica” nesta Escola Superior, o que se deve, segundo Rolo, ao desempenho de Jorge Conde que tem lutado “contra as assimetrias” e tornado “o território mais coeso”.
Numa altura em que decorrem a bom ritmo as obras da residência de estudantes e está “em apreciação a candidatura para as novas instalações da escola”, o presidente da autarquia considera que estes são dois fatores fundamentais para “atrair e fixar estudantes” em Oliveira do Hospital. “Desejo que todas estas ambições se concretizem e que, daqui a quatro anos, a tomada de posse decorra nas novas instalações”, concluiu.
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