O Partido Socialista de Oliveira do Hospital (PSOH) reagiu esta terça à polémica em torno da instalação de painéis fotovoltaicos na zona do Vale do Alva.
Em comunicado enviado à Rádio Boa Nova, a estrutura partidária lamentou “mais uma vez, a postura da oposição camarária do PSD, que vem demonstrar a profunda falta de conhecimento técnico, impreparação para Governar e para a tomada de decisão, mas acima de tudo, a continuação da política do bota abaixo e do aproveitamento partidário, em detrimento da defesa do interesse das populações”.
O partido, que no concelho é dirigido por Daniel Dinis Costa, considera que é importante esclarecer que:
“1- O projeto da Unidade de Produção para Auto Consumo de Energia (UPAC), promovido pela Sonae Arauco e aprovado em PRR, obteve parecer favorável de todas as entidades responsáveis, desde a CCDR Centro, à Agência Portuguesa do Ambiente, Direção Geral de Energia e Geologia, entre outras entidades sob a alçada do Governo. Recorde-se que em situação recente, noutra região do país, através de um despacho assinado pela Ministra do Ambiente e pelo Secretário de Estado das Florestas, o Governo declarou “de imprescindível utilidade pública a construção de 3 parques solares”;
2- Desde a primeira hora, o Executivo da Câmara Municipal rejeitou liminarmente o projeto inicial da UPAC, obrigando a entidade promotora a refazer o projeto, o que permitiu uma grande redução da área de implantação do projeto de 6,9 hectares para 3,6 hectares, mas também o afastamento das zonas ribeirinhas, estradas municipais e de empreendimentos turísticos, obrigando ainda a empresa a implementar um Plano de Integração Paisagística, para proteção da área envolvente;
3- Só por má fé e intoxicação política, alguém pode questionar a firmeza e a defesa do interesse das populações por parte do Presidente da Câmara Municipal, Vereadores em Permanência e os próprios serviços técnicos Municipais, que tiveram uma posição muito exigente junto da Sonae Arauco, como forma de minimizar qualquer impacto visual ou paisagístico, que este tipo de estruturas, espalhadas por vários cantos do país, possam provocar.
Mas, importa relembrar que os Executivos Socialistas, foram de longe quem mais investiu nos Vales do Alva e Alvoco. Foi realizado um forte investimento na promoção e divulgação do património natural e paisagístico, em especial das suas praias fluviais, sendo hoje um Ex libris do concelho, com uma dinâmica turística reconhecida, alicerçada também no investimento privado nas várias unidades hoteleiras de referência que nasceram desde 2009. Mas os Executivos Socialistas aprovaram ainda várias AIGP (Áreas Integradas de Gestão de Paisagem) e vários condomínios de Aldeia, que permitirão um melhor ordenamento florestal, ambiental e paisagístico, que valorizará todo o Vale do Alva.
Perante as evidências, com todo o respeito pelas opções da oposição, o PSOH não pode compactuar com os números políticos que se querem fazer à volta deste caso, em especial na véspera de atos eleitorais, apenas com fins partidários.
Por fim, importa refletir sobre a decisão política nestes casos. E fica claro que o PSD e o seu candidato, demonstram que não têm capacidade de decisão perante os desafios que são colocados ao município. Entre ter uma zona de mato, desordenada, e ter uma instalação que não terá qualquer interferência na qualidade de vida das populações, qual a opção? Entre promover o desenvolvimento económico e salvaguardar postos de trabalho, que são essenciais para a vida das pessoas, qual a opção?
O PSOH não tem dúvidas de que o Executivo Socialista tomou uma opção ponderada e prudente, e decidiu bem, pois salvaguardou o interesse público, sempre com o objetivo de Servir as Pessoas”.