O tempo frio que se vai acentuar a partir desta segunda-feira, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), levou a Autoridade Nacional de Proteção Civil a emitir um aviso à população sobre os efeitos expetáveis e os cuidados a ter, especialmente, nos próximos dias.
É esperada, a partir de hoje, uma diminuição da temperatura mínima, com valores a situar-se entre os -7 e os 2º C nas regiões do interior norte e centro e entre os 0 e os 4ºC nas regiões do Sul do litoral Norte e Centro e formação de gelo ou geada nas regiões do Norte e Centro.
Face a este cenário, avisa a Proteção Civil, podem verificar-se situações de intoxicação por inalação de gases devido a inadequada ventilação de habitações com recurso a lareiras e braseiras; incêndio em habitações em resultado da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias elétricas e formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente.
A ANPC recorda que o eventual impato destes efeitos pode ser minimizado através da adoção de medidas de autoproteção e comportamentos adequados, tais como:
Evitar exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura;
Vestir várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;
Proteger as extremidades do corpo com gorro, cachecol, luvas e meias quentes; Ingerir sopas e bebidas quentes e evitar o consumo de álcool;
Usar vestuário adequado por parte de trabalhadores que exerçam atividades ao ar livre e evitar que exerçam esforços excessivos durante as tarefas que realizem;
Tomar especial atenção aos aquecimentos com combustão (braseiras e lareiras), os quais podem causar intoxicação e conduzir à morte devido à acumulação de monóxido de carbono;
Assegurar a adequada ventilação das habitações;
Evitar o uso de dispositivos de aquecimento antes de dormir, cuidando de os desligar da corrente antes de deitar;
Adotar uma condução defensiva e ter especial atenção aos locais da estrada suscetíveis de formação de gelo;
Atender aos familiares e vizinhos que possam necessitar de auxílio e apoio, nomeadamente pessoas mais idosas e em condições de maior isolamento;
Dedicar especial atenção aos grupos da população mais vulneráveis, como as crianças, idosos e as pessoas portadoras de patologias crónicas, bem como os sem-abrigo;
Estar atento às informações da meteorologia e aos conselhos e recomendações da Proteção Civil e Forças de Segurança.