Rafael Dias, representante do CDS-PP no programa Vice-Versa da Rádio Boa Nova, alertou na passada terça-feira (1), para “o precedente” que se vai abrir no Vale do Alva com a instalação do parque fotovoltaico da Sonae. “É a chamada rampa deslizante”, avisou.
Manifestamente contra o que diz ser “um crime ambiental”, o jovem centrista chamou a atenção para o que considera ser “o mais grave disto tudo”. “Vamos falar do precedente que se abre naquele território. O grande problema é que isto é um primeiro passo”, começou por referir.
Para Rafael Dias está em causa “a chamada rampa deslizante”, porque “a partir do momento em que se admite que quatro hectares do Vale do Alva, que já agora concordaremos todos aqui que é o território mais rico do ponto de vista florestal e com o maior potencial turístico do nosso concelho, passa a ser ocupado por painéis fotovoltaicos, onde é que isto poderá vir a parar?”.
“A partir do momento em que se abre o precedente, qual é que será a moral, a ética e o critério político de qualquer executivo camarário para negar a ocupação de mais hectares para o mesmo efeito?”, continuou.
Para o representante do CDS-PP de Oliveira do Hospital, que já tinha tornado público um comunicado a contestar a implementação do projeto da Sonae no Vale do Alva ,“era, no mínimo, de bom tom, que este executivo fosse ouvir as pessoas”.
No Vice-Versa deu conta da “indignação” entre a população do Vale do Alva, avisando que “ certamente, nos próximos dias, haverá novidades relativamente ao tema”. “Será interessante o Partido Socialista estar atento a isso, já que a prática do PS é de total obliteração da comunidade do Vale do Alva”. Assegurou que o objetivo é o de tentar travar a implementação deste projeto, porque é “algo gravíssimo”.