O Tribunal de Oliveira do Hospital está a ser afetado por infiltrações severas depois de ter sido descoberto um buraco de grandes dimensões na cobertura do edifício. A situação foi relatada pelo presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, na reunião pública realizada esta manhã (5), descrevendo um cenário preocupante no interior das instalações.
“Havia um problema no Tribunal de Oliveira do Hospital, um problema que nos tinha sido várias vezes reportado”, começou por explicar o autarca, referindo que a situação foi comunicada pela ApdSE (Águas Públicas da Serra da Estrela).
José Francisco Rolo revelou que o caso foi confirmado pelo “Sr. Juiz, Dr. Carlos Oliveira, Juiz Presidente do Tribunal da Comarca de Coimbra”, dando conta de “que havia problemas” na cobertura do edifício.
Segundo Rolo, “uma equipa do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça deslocou-se ao local para avaliar os estragos”, confirmando que “estava a chover dentro do Tribunal”.
De acordo com o autarca, após uma reunião com a Divisão de Infraestruturas e Obras Municipais, os técnicos municipais realizaram uma inspeção detalhada ao telhado, onde foi identificado “um buraco que não se via”. “Esta é a clareira que está no Tribunal. Cabem aqui, provavelmente, cinco pessoas”, descreveu, ao mesmo tempo que mostrava uma fotografia.
Segundo o presidente, “a cobertura voou e estavam a entrar quantidades inimagináveis de água”.
José Francisco Rolo garantiu que o problema está a ser acompanhado e enquanto não for resolvido definitivamente, já foram “aplicadas lonas sobre o telhado para evitar que chova dentro do Tribunal”.
Na ocasião, o presidente da autarquia mostrou preocupação com as consequências deste incidente, nomeadamente infiltrações que poderão causar outros constrangimentos nas “instalações elétricas” na rede informática e nas condições de trabalho dos funcionários.
O autarca deu conta deste caso depois de enumerar os avultados prejuízos causados pelo mau tempo nos últimos dias, estimados em “mais de 2 milhões de euros”, o que reflete a necessidade de o concelho beneficiar dos apoios do Estado na sequência da depressão Kristin.

































