O representante do PSD no programa Vice-Versa da Rádio Boa Nova que foi para o ar na passada terça-feira (1) à noite criticou a atuação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital no que respeito à instalação de um parque fotovoltaico por parte da Sonae na zona do Vale do Alva. Para além de identificar um conjunto de “falhas”, Mário Alves condenou também a presença de responsáveis da empresa na reunião do executivo onde a proposta foi votada.
Para o social democrata, “o Município falhou na informação à oposição, falhou por não abrir este processo à discussão pública dos oliveirenses que se poderiam ter pronunciado sobre isto, falhou porque devia ter feito uma proposta diferente à Sonae e, eventualmente, até ajudar a empresa a arranjar os terrenos necessários para implantar esta central fotovoltaica, de forma a que ela tivesse o menor impacto visual e paisagístico no território, e isso não foi feito”. Acrescentou que “há questões a que não se pode fugir e não houve a preocupação de, até por uma questão política, preparar a própria oposição relativamente a esta matéria”.
Conhecedor do projeto de investimento da Sonae que, como referiu, fez questão de ler, Mário Alves defende que “o Município deveria ter proposto à empresa uma solução diferente, porque esta solução vai ter impactos altamente negativos na paisagem e no turismo daquela zona”. “A não ser que venha a ser a nova atração turística do Vale Alva, os painéis fotovoltaicos e esta central”, ironizou.
Entre várias considerações, o social democrata criticou também a presença de responsáveis da Sonae na reunião onde decorreu a votação à proposta. “Eu não aceito esta tese de trazer senhores a uma reunião de Câmara para tentar, de alguma forma, exercer pressão sobre quem tem que votar. Isto é negação daquilo que é o processo democrático”, afirmou considerando desnecessária a presença dos mesmos, uma vez que o executivo já tinha na sua posse todas as informações relativas ao investimentos. “Só faltou beijarem-lhes os pés e engraxarem-lhe os sapatos”, disse ainda Mário Alves que, nesta consideração foi apoiado por João Dinis (CDU) que considerou a situação como “uma vergonha”.