Num comunicado enviado à imprensa, a coligação entre Partido Comunista Português (PCP) e Partido Ecologista ‘Os Verdes’ (PEV) pede mais prevenção e melhor planificação e coordenação no terreno no combate às chamas em Oliveira do Hospital.
Assim, solicita “mais sabedoria a apoiar a ação prática, a começar pelas entidades vocacionadas para este assunto, das autarquias, ao Governo, ao ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) e aos vários “comandos operacionais” do ataque às chamas”, relembrando ainda que é necessária “a informação e a preparação das populações para o flagelo”, defendendo a programação e execução de ações de prevenção durante o período de Inverno.
Entre as medidas defendidas pelos comunistas estão “a democratização das ações de prevenção e proteção Civil: envolver as 17 freguesias, autarcas e populações no funcionamento das Comissões Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios e de Proteção Civil, garantindo transparência e participação”, bem como a implementação de “ações práticas de ordenamento, com foco na prevenção e combate aos fogos, incluindo a reflorestação planejada”.
Acusa ainda o Município de Oliveira do Hospital de pouco usar os instrumentos oficiais já existentes, nomeadamente “o Programa Aldeia Segura, programa de proteção de Aglomerados Populacionais e de Produção Florestal, a limpeza e recuperação da rede primária de caminhos agro-florestais, e o programa ‘Pessoas Seguras’, defendendo que, “neste último caso, se treine situações como o que fazer para proteger uma Aldeia e sua População durante um fogo próximo”.
É ainda salientado o papel dos “’Condomínios de Aldeia’ para limpeza de zonas circundantes e, por exemplo, as AIGP – Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, tudo isto a democratizar, também, com uma muito maior cobertura da malha urbana e rural do Concelho”. No entanto, relembra as lições do “anterior ‘falhanço’ prático das ZIF – Zonas de Intervenção Florestal, para não incorrer em novos erros e falhas, designadamente a nível da respetiva gestão, sabendo-se até que, em última análise, a responsável institucional pelas AIGP é a Câmara Municipal”.
Apoios devem ser mais rápidos e desburocratizados, apontam
“Regista-se com expectativa o anúncio de várias medidas com apoios e quer por parte do Governo quer por parte da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. São ajudas muito dirigidas aos lesados neste momento difícil. São também ajudas bem-vindas e reclama-se que venham depressa e desburocratizadas”, pede a coligação.
É ainda defendido “que sejam completadas por outras medidas como, por exemplo, a criação, no terreno, de processos de limpeza das áreas ardidas e de fixação de solos, assim como de concentração da madeira ‘salvada’ dos fogos para venda controlada, por forma a obter algum rendimento mais aos Proprietários, Produtores Florestais e Compartes dos Baldios”.