A duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu vai avançar com um troço duplo entre Souselas e Penacova e uma ligação à autoestrada A13. O traçado da obra rodoviária foi apresentado esta sexta-feira no Entroncamento pelo ministro das Infraestruturas e inclui ainda a reabilitação e beneficiação dos troços existentes, a construção de uma variante de Penacova, cujo traçado entre Penacova e Lagoa Azul ou Rojão Grande será ainda avaliado, e a duplicação do troço Lagoa Azul/Santa Comba Dão.
Miguel Pinto Luz sinalizou a intenção de que esta obra inclua ainda ligações aos concelho de Góis, Arganil e Vila Nova de Poiares, cujos estudos vão ser realizados. “Estamos a falar de concelhos do interior isolados há décadas. É uma questão de justiça e solidariedade garantir que estas populações têm acesso à rede nacional de transportes e podem desenvolver a sua economia local”.
O investimento da ordem dos 500 milhões de euros ainda não tem uma solução para o financiamento. Questionado sobre se haverá portagens em alguns troços deste projeto, o ministro das Infraestruturas remeteu para uma proposta de modelo de concessão a apresentar pela Infraestruturas de Portugal. Durante a votação do Orçamento do Estado para 2026 foram aprovadas propostas para que o futuro IP3 com perfil de autoestrada fique isento de portagens.
“Somos contra a eliminação de portagens. O custo das infraestruturas deve ser repartido entre todos, sem almoços grátis. A IP apresentará modelos de concessão, com ou sem portagens, e o Governo decidirá posteriormente.”
O Governo é favorável ao princípio do utilizador pagador, mas reconhece que, sendo minoritário, “temos que ter a humildade de ver decisões revertidas”. Miguel Pinto Luz destacou ainda que os 300 milhões de euros de isenções de portagens aprovados pelo PS e pelo Chega contra a vontade do Governo (para 2025 e 2026) fazem falta para financiar os investimentos em novas estradas. E estranha que um partido agora na oposição, o PS, esteja a propor o fim de portagens, que nunca defendeu enquanto esteve no Governo.
Traçado para a duplicação do IP3
A obra vai ser desenvolvida por etapas entre 2026 e 2035, com o troço duplicado entre Souselas e Penacova a ficar concluído até 2030. O investimento 502 milhões de euros não inclui a eventual ligação a Góis e Arganil, mas o objetivo é que estas vias integrem a mesma concessão.
Fonte: Observador


































