O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra emitiu um aviso à população devido ao agravamento significativo das condições meteorológicas previsto para os próximos dias em Portugal continental, na sequência da passagem da Depressão Leonardo.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a situação deverá ser mais crítica entre a tarde desta segunda-feira, 3 de fevereiro, e quinta-feira, 5 de fevereiro, com previsão de precipitação intensa e persistente, vento forte, agitação marítima severa e queda de neve, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Estão previstos períodos de chuva por vezes forte, acompanhados de vento com rajadas até 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego e até 95 km/h nas serras do Sul. A agitação marítima será igualmente relevante, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima na costa ocidental.
A previsão inclui ainda queda de neve na Serra da Estrela, com acumulações até 25 centímetros acima dos 1.600 metros e entre 10 e 15 centímetros acima dos 1.000 metros, estendendo-se também a outras serras do Norte e Centro.
Risco elevado de inundações em vários concelhos
Segundo informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), existe risco elevado de inundações fluviais em diversas bacias hidrográficas, com destaque para os rios Vouga, Mondego, Tejo, Sorraia, Lima, Cávado, Ave, Douro e Tâmega, afetando dezenas de municípios nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro.
Na região Centro, o rio Mondego poderá afetar concelhos como Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, sendo recomendada especial atenção às zonas ribeirinhas.
Efeitos expectáveis
O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra alerta para a possibilidade de:
– Inundações em zonas urbanas e cheias rápidas;
– Deslizamentos de terras e derrocadas, sobretudo em áreas de encosta;
– Piso rodoviário escorregadio, com formação de lençóis de água, gelo ou neve;
– Acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
– Queda de árvores, ramos e estruturas, provocada pelo vento forte;
– Aumento do desconforto térmico na população.
Autoridades apelam à adoção de medidas preventivas
A Proteção Civil reforça a importância da adoção de medidas de autoproteção, como a desobstrução de sistemas de drenagem, a fixação de estruturas soltas, a limitação de deslocações desnecessárias e a evitação de atividades junto ao mar e linhas de água.
É ainda recomendada condução defensiva, especial cuidado em vias afetadas pela neve e o acompanhamento contínuo das informações meteorológicas e das orientações das autoridades.
A população deve manter-se informada através do IPMA (www.ipma.pt), da Agência Portuguesa do Ambiente (apambiente.pt) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (www.prociv.gov.pt






























