A Região de Coimbra encontra-se sob alerta devido ao aumento significativo do risco hidrológico e à previsão de um evento extremo de vento, que deverá ocorrer sobretudo entre as 03h00 e as 06h00 da próxima madrugada, com rajadas que podem ultrapassar os 120 km/h.
De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, as previsões meteorológicas e hidrológicas apontam para a manutenção de caudais elevados nos rios da bacia hidrográfica do Mondego, em especial nos rios Alva, Ceira e Arunca, onde a precipitação registada tem provocado um aumento expressivo dos níveis de água. Mantém-se, por isso, uma vigilância ativa nestes cursos de água.
Ao risco de cheias e inundações já anteriormente divulgado, junta-se agora a possibilidade de um evento extremo de vento, cujo trajeto ainda apresenta alguma incerteza quanto ao ponto de entrada no território, mas que poderá ter maior impacto no período noturno. As autoridades alertam para especial atenção às zonas historicamente vulneráveis a cheias, como Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, bem como aos concelhos do litoral, nomeadamente Figueira da Foz, Cantanhede e Mira, mais expostos aos efeitos do vento forte.
Até ao momento, regista-se o aumento do caudal do rio Mondego na ponte do Açude de Coimbra, que atingiu os 817 m³/s às 12h00, bem como os primeiros impactos nas zonas mais baixas dos rios Ceira e Mondego.
Segundo as previsões, a situação meteorológica poderá originar inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca, e cheias progressivas no leito do rio Mondego, com eventual transbordo em áreas mais baixas. Está também prevista a possibilidade de instabilidade de vertentes, com ocorrência de deslizamentos e derrocadas, assim como o arrastamento de objetos soltos para as vias rodoviárias devido ao vento forte. O piso das estradas poderá tornar-se escorregadio, com formação de lençóis de água.
Perante este cenário, a Proteção Civil recomenda à população a adoção de várias medidas preventivas, entre as quais a retirada de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas habitualmente inundáveis, bem como a salvaguarda dos animais. É ainda aconselhado que não se atravessem estradas, linhas de água ou zonas submersas, nem se utilizem pontes durante os períodos de maior intensidade de vento. As autoridades alertam também para a importância de evitar atividades junto de linhas de água e de manter-se informado através dos órgãos de comunicação social e dos agentes de Proteção Civil.
O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, o IPMA, os Serviços Municipais de Proteção Civil e os restantes agentes de Proteção Civil, garante que continuará a acompanhar a evolução da situação e a atualizar a informação sempre que necessário.






























