Tábua deu um passo importante na gestão sustentável de resíduos com o arranque de um projeto piloto da Associação de Municípios do Planalto Beirão (AMPB), centrado na recolha seletiva de biorresíduos. A iniciativa foi apresentada no Agrupamento de Escolas de Tábua, com a entrega dos primeiros contentores castanhos destinados a resíduos biodegradáveis.
Na ocasião, Ivo Portela, Secretário Executivo da AMPB, explicou que “40% do resíduo que produzimos diariamente é biodegradável e deve ter de facto um destino adequado”. O novo serviço começa por abranger cerca de 30 utilizadores não domésticos, como cantinas, cafés e restaurantes, permitindo monitorizar a recolha seletiva e expandir gradualmente a rede a toda a comunidade.
Segundo o responsável, a meta da Associação é recolher anualmente cerca de 3 mil toneladas de biorresíduos nos 19 municípios associados, entre a Serra do Caramulo e a Serra da Estrela. “Este projeto permite dar uma segunda vida ao que parecia ser resto, mas que ainda pode ser reutilizado”, acrescentou, referindo que a experiência será replicada em outros municípios.
A vereadora da Educação do Município de Tábua, Susana Mendes, destacou a importância da comunidade escolar neste projeto. “Acreditamos que os alunos são os melhores portadores de voz desta problemática para a comunidade. É no refeitório escolar, que serve cerca de 300 refeições diárias, que se inicia este projeto piloto, mas a iniciativa será alargada a todas as cantinas do município”.
De acordo com a vereadora, o projeto reforça a estratégia de educação ambiental do município e da Associação, promovendo hábitos de separação de resíduos desde a escola e contribuindo para a redução do lixo indiferenciado enviado para aterro.
Sob o lema “o resto ainda presta”, a iniciativa visa transformar o comportamento dos cidadãos, sensibilizando a comunidade para a importância de tratar corretamente os biorresíduos e reduzir o impacto ambiental, como sublinhou Ivo Portela.
Por sua vez, Ricardo Cruz, presidente da autarquia de Tábua e simultaneamente presidente da Associação de Municípios do Planalto Beirão, sublinhou a importância de “separar os lixos”. Destacou a relevância deste projeto que vai permitir uma redução de custos. “Depois de tratado, este lixo transforma-se em fertilizante e esta é uma maneira de não ir para aterro e pesar na fatura”, afirmou.




































