O estado do tempo em Portugal continental “está a ser influenciado por um anticiclone” que trará temperaturas máximas de 43ºC, no Vale do Tejo e Alentejo, já a partir desta quarta-feira. No concelho de Oliveira do Hospital hoje são esperados 36ºC de máxima. Amanhã, os termómetros chegam aos 38ºC. Há aviso amarelo devido ao calor, que passa a vermelho no sábado, dia 4 de julho, dia em que são esperados 39ºC.
Na segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já admitiu preocupações com a vaga de calor e assumiu que as temperaturas venham a ter impacto na mortalidade à semelhança de outros países, dando o exemplo da França, que tem sido um dos países muito fustigado”.
A ministra da Saúde frisou ainda que a onda de calor que se avizinha é “muito preocupante”.
Já na terça-feira adiantou que todos os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência e que estão preparados para fazer face ao calor, mas admitiu dificuldades devido à falta de recursos humanos.
Numa nota, publicada no seu site, a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou que as temperaturas elevadas “têm um impacto negativo conhecido na saúde, como consequência de desidratação ou de descompensação de doenças crónicas, entre outros fatores, especialmente entre os mais idosos”.
Siga os conselhos da DGS:
Beber água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas;
Procurar permanecer em ambientes frescos ou climatizados, com sombras e circulação de ar, pelo menos 2 a 3 horas por dia;
Evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas;
Utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas e após os banhos na praia ou piscina;
Utilizar roupas de cor clara, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta;
Evitar atividades no exterior que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer;
Escolher as horas de menor calor para viajar de carro, e não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;
Dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividade no exterior;
Assegurar que as crianças bebem água frequentemente e permanecem em ambientes frescos e arejados; as crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta;
Contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambientes frescos e arejados;
Manter-se informado relativamente às condições climatéricas, para poder adotar os cuidados necessários;
Em caso de emergência, e se apresentar sinais de alerta (tais como suores intensos, febre, vómitos/náuseas ou pulsação acelerada/fraca), contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24, ou ligar para número europeu de emergência 112.






























