A antiga escola primária de Covelo, no concelho de Tábua, foi oficialmente inaugurada com uma nova função. Foi reconvertida em dois fogos de tipologia T2 destinados ao arrendamento acessível, no âmbito do programa promovido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
A cerimónia contou com a presença de responsáveis locais e nacionais, entre eles o presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, o presidente da União de Freguesias de Ázere e Covelo, Luís Rodrigues, e o presidente do IHRU, Benjamim Pereira.
Ricardo Cruz destacou que este projeto representa “mais um passo” na estratégia do município para melhorar as condições de habitação e fixar população no território. O autarca sublinhou o trabalho exigente que esteve na base da obra, desde a identificação do imóvel até à execução final, considerando que o resultado é “uma obra lindíssima”. O investimento, superior a 230 mil euros, insere-se numa estratégia mais ampla de criação de habitação acessível, essencial para atrair e fixar residentes, tanto nas aldeias como na vila.
O presidente da Câmara lembrou ainda outros projetos em curso no concelho, nomeadamente em Vila Nova de Oliveirinha e na Moita da Serra, reforçando que a habitação é um pilar fundamental para o desenvolvimento local e para a captação de empresas e recursos humanos.
Também Luís Rodrigues enalteceu a importância simbólica e prática da requalificação do edifício. “Este espaço faz parte da memória coletiva desta terra”, afirmou, sublinhando que a transformação da antiga escola em habitação representa o reaproveitamento inteligente do património e um compromisso com a vitalidade da freguesia. O autarca manifestou ainda o desejo de que as casas possam ser atribuídas a famílias locais, contribuindo para manter as raízes da comunidade.
Por sua vez, Benjamim Pereira destacou a dimensão do desafio nacional na área da habitação, classificando-o como um problema estrutural que afeta todo o país. O responsável do IHRU referiu que a instituição gere atualmente um orçamento próximo dos dois mil milhões de euros e tem como meta, até 2030, a construção de cerca de 150 mil fogos, com um investimento estimado em 10 mil milhões de euros.
O presidente do IHRU considerou os municípios “parceiros preferenciais” na execução destes projetos.

































