O acesso ao empreendimento turístico Aqua Village Health Resort & Spa, nas Caldas de São Paulo, concelho de Oliveira do Hospital, está condicionado devido ao risco de derrocada de um muro que suporta a única estrada de ligação ao aldeamento.
A situação foi levantada pelo proprietário da unidade turística, Francisco Cruz, na última reunião pública do executivo camarário. Segundo explicou, no passado dia 29 de janeiro, verificou-se um agravamento do problema estrutural da via quando “a plataforma da única estrada de acesso ao aldeamento turístico abriu, expondo de forma mais visível o risco iminente de um muro que a suporta ruir”.
Perante o perigo, a Proteção Civil decidiu interditar a circulação de viaturas pesadas na via e, segundo Francisco Cruz, esta restrição está a criar dificuldades operacionais. “A interdição impossibilita a recolha de lixo, a descarga de equipamentos, o acesso de viaturas de emergência e de transporte de passageiros, incluindo hóspedes que chegam por autocarro”, explicou.
O empresário deu como exemplo um grupo que chegará no próximo fim de semana. “No dia 13 de março teremos um grupo que chega de autocarro e teremos de transportar à mão, desde a ponta da estrada até ao aldeamento, as malas dos hóspedes.”
Além dos constrangimentos logísticos, o responsável teme que a queda do muro possa cortar totalmente o acesso ao complexo, “dado que irá cair para a via de acesso interior do aldeamento e poderá provocar vítimas”.
Na intervenção, Francisco Cruz questionou o executivo municipal sobre os prazos para a reposição da circulação e sobre o tipo de intervenção prevista. “Vai o executivo criar um acesso condigno a Caldas de São Paulo e ao Aqua Village ou simplesmente remendar o muro?”, questionou, defendendo que a intervenção deverá ir além de uma reparação pontual. “Aquela via merecia ser pensada de outra forma. Já que temos este problema em mãos, deveria ser repensada e passar a duas vias, porque no estado atual não permite a circulação nos dois sentidos em simultâneo”, afirmou.
Câmara promete intervenção urgente
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, garantiu que o processo está a ser acompanhado pelos serviços municipais da Proteção Civil.
“Este assunto foi encaminhado para lançar procedimento, não para remendar o muro, mas para estruturar o muro de forma a ganhar consistência e resolver simultaneamente o problema do talude e do abatimento da via”, explicou.
Segundo o autarca, os trabalhos estão incluídos no conjunto de prejuízos reportados à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), mas o Município poderá avançar com recursos próprios. “Aquilo que foi transmitido à Divisão de Infraestruturas e Obras Municipais é que é imperativo e imediato fazer o desvio da estrada e avançar com a obra em regime de urgência”, disse.
José Francisco Rolo referiu que há a “expectativa de que, num horizonte de 15 dias, a obra possa iniciar”.
O presidente da autarquia reconheceu os avultados danos provocados pelas intempéries em várias infraestruturas. “Estamos confrontados com qualquer coisa como 14 milhões de euros de prejuízos avaliados. Não tenho neste momento a noção de como vamos financiar a recuperação desses 14 milhões de euros”, afirmou, garantindo que, ainda assim, a prioridade é “repor a segurança daquela via, seja relativamente ao talude, seja relativamente à plataforma”.

































