A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou o Orçamento Municipal para 2026, num valor superior a 50 milhões de euros — o maior de sempre do concelho —, com votos contra apenas da bancada da coligação CDS/NC e do presidente da junta de São Gião, eleito pelas mesmas forças políticas.
De acordo com informação obtida pela Rádio Boa Nova, o documento contou com os votos a favor dos 12 eleitos da bancada do PS, somados aos dos presidentes de junta eleitos pelo partido: Aldeia das Dez, Avô, Bobadela, Lourosa, Nogueira do Cravo, União de Freguesias (UF) de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços, UF Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, UF Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira, Seixo da Beira, Travanca de Lagos, e ainda da presidente de junta de Alvoco das Várzeas, Cátia Alves, eleita pelo Partido Social Democrata.
Abstiveram-se os seis eleitos do PSD na Assembleia Municipal, o presidente da junta de Lagares da Beira (PSD) e os presidentes de junta de Vila Franca da Beira e Meruge, eleitos pelo PCP. Do lado do contra estiveram os quatro eleitos da coligação CDS/NC e ainda o presidente da junta de São Gião, também eleito nas listas “Oliveira, O Motivo”.

O Orçamento para 2026, previamente aprovado por maioria na Câmara Municipal a 16 de dezembro, representa um aumento de cerca de 16,2% face ao ano anterior, totalizando 50,4 milhões de euros. O documento, que inclui as Grandes Opções do Plano e o Plano Plurianual de Investimentos para 2026-2030, destaca investimentos em áreas como saúde (com a conclusão da ampliação do Centro de Saúde), educação, desenvolvimento económico e apoio às famílias e freguesias.
O presidente da Câmara, José Francisco Rolo (PS), tem defendido o documento como um orçamento “amigo das famílias e das empresas”, com reforço no apoio social e manutenção de benefícios fiscais, como a derrama a zero por cento para estimular o investimento e a criação de emprego, sublinhando que se trata do “início de um novo ciclo autárquico com foco na gestão financeira sólida e no desenvolvimento do concelho”. A aprovação na Assembleia Municipal, órgão deliberativo onde o PS também detém maioria, confirma a viabilização do documento.





























