As buscas por um homem de 72 anos, desaparecido no concelho da Lousã, nas imediações do castelo esta vila, foram retomadas na manhã desta segunda (29), sendo levadas a cabo pelo quarto dia consecutivo.
O idoso encontra-se desaparecido desde o dia de Natal, tendo sido visto pela última vez por volta das 16h10. As autoridades mantêm o apelo à população para que qualquer informação relevante que possa ajudar a localizar o homem seja comunicada de imediato às forças de segurança.
As operações já contaram com o apoio de elementos dos Bombeiros Municipais da Lousã, equipas cinotécnicas, populares e até drones, relata o site Notícias de Coimbra.
José Rosa e o irmão almoçaram juntos num restaurante no dia 25 de dezembro, e depois o septuagenário decidiu dar uma volta a pé, uma prática habitual, já que gostava de explorar os trilhos da vila e da Serra da Lousã. De acordo com a agência Lusa, este homem é uma figura muito conhecida na região: “subia a serra sozinho, dezenas, centenas de vezes. Sempre teve gosto pelas caminhadas, andava para cima e para baixo, e sempre foi senhor do seu nariz, conhece a Serra como a palma das suas mãos”, reportou um amigo do desaparecido, que preferiu não ser identificado.
O reformado, antigo trabalhador de uma oficina automóvel, é solteiro e reside com um irmão na zona conhecida como Cruz de Ferro – próximo da histórica fábrica do papel do Prado e do lugar de Cacilhas, final do antigo troço do Rali de Portugal — localizada a cerca de dois quilómetros a pé do Castelo, adiantou.
Ouvido pela Lusa, Vítor Carvalho, presidente do município da Lousã, reiterou o conhecimento que José Rosa tem dos caminhos da Serra, mas manifestou preocupação com a saúde do desaparecido, que é doente cardíaco.
“É uma pessoa que tem um histórico de conhecimento da Serra, desaparecer por desaparecer, também não se ia perder. Mas também é doente cardíaco, tem um ‘pacemaker’ e uma das hipóteses que colocámos é que se possa ter sentido mal, caído em alguma ribanceira e ser mais complicado a sua localização”, observou o autarca.
“Eles [José Rosa e o irmão] sempre foram utilizadores da Serra, são conhecidos por passarem muito tempo na Serra da Lousã. Ele aqui há uns tempos teve um acidente, ficaram dois dias sem saberem dele, também ficou na serra um dia ou dois, é alguém resistente, mas desta vez já são três dias e não se sabe dele”, lamentou Vítor Carvalho.






























