As duas mulheres, de 43 e 33 anos, residentes em Oliveira do Hospital e Tábua, respetivamente, detidas na passada quarta-feira (15) em São Miguel, nos Açores, por tráfico de estupefacientes, continuarão detidas no arquipélago dos Açores, estando em vias de ser transferidas para a prisão de Angra do Heroísmo.
A informação foi confirmada à Rádio Boa Nova por fonte oficial da investigação, que revelou que a transferência se deve à inexistência de uma ala feminina no estabelecimento prisional de Ponta Delgada, local em que estiveram detidas nestes primeiros dias, e onde as condições gerais são descritas como inadequadas.
As cidadãs, que não possuíam antecedentes criminais, foram detidas com 16 quilos de haxixe cada uma, sendo que uma delas transportava ainda um quilo de cocaína. Após serem presentes a primeiro interrogatório judicial, foi-lhes aplicada a medida de coação de prisão preventiva. A investigação prossegue agora sob a coordenação da Polícia Judiciária (PJ) dos Açores, que não adiantou detalhes sobre se as suspeitas já estavam sob vigilância antes da detenção.
Segundo declarações anteriores do coordenador da investigação, Renato Furtado, a operação decorreu no âmbito de uma ação de prevenção contra o tráfico de estupefacientes nos pontos de entrada do arquipélago, em colaboração com a Secção Cinotécnica da GNR dos Açores. As autoridades estimam que a quantidade de droga apreendida seria suficiente para cerca de 70 mil dias de consumo.
A investigação continuará para apurar mais detalhes do caso, com possibilidade de revisão das medidas de coação no decorrer do processo judicial. Este caso soma-se aos esforços da PJ no combate ao tráfico internacional de droga, que já resultou na apreensão de cerca de oito toneladas de cocaína ao largo dos Açores só este ano, segundo dados divulgados pela Agência Lusa.
































