Ontem à tarde foi impressionante a multidão que marcou presença no último adeus à jovem Mariana Cruz Santos, que morreu na sequência de um embate contra uma porta de vidro, na passada quinta-feira, na Escola Secundária de Seia.
De entre as largas centenas de pessoas presentes, destacou-se a dor manifestada por colegas e amigos, que agora têm que lidar com a ausência da jovem que faleceu em circunstâncias consideradas trágicas.
Numa situação como a que ocorreu, Mariana Guilhereme, psicóloga verifica que “não há uma forma certa de fazermos o luto por alguém que morreu , podemos chorar ou não, ficar zangados ou não, preferirmos ficar acompanhados ou sozinhos.”.
Há contudo estratégias que podem ajudar:
“Ver fotografias da pessoa que morreu , visitar a campa no cemitério ou um lugar especial que nos ligue de alguma maneira àquela pessoa, pensar sobre o quanto a pessoa era importante para nós, fazer um desenho ou escrever sobre o que estamos a sentir, por exemplo, escrever uma carta à pessoa que morreu. Falar com alguém, um familiar, um amigo, professor ou psicólogo da escola”.
“São algumas estratégias que podem ser muito uteis nesta fase”, considera.
A especialista alerta, porém, que a família e a comunidade educativa podem ser importantes na identificação de sintomas, sejam mentais ou físicos. “Estas pessoas têm um papel extremamente importante na identificação destes sintomas”, nota Mariana Guilherme, considerando também que “em caso de necessidade será sempre importante pedir ajuda a um profissional”.
Na Rádio Boa Nova, Mariana Guilherme avança que sensações como a “zanga e a raiva são normais” e aponta dicas para as contornar. Tristeza, solidão e arrependimento também são sensações que podem ocorrer.
Mas para além das manifestações psicológicas, há também um conjunto de manifestações físicas que se podem verificar: cansaço, exaustão, dores de cabeça, ataques de ansiedade, dificuldade em respirar, perda de apetite, comer em excesso e dificuldades de concentração.