Estão a decorrer trabalhos arqueológicos no Outeiro de Santa Cruz, em Balocas, na União de Freguesias de Covas e Vila Nova de Oliveirinha, no concelho de Tábua, com o objetivo de confirmar a existência de um ou mais acampamentos militares da época romana.
A intervenção é promovida pelo Município de Tábua no âmbito de uma obra da E-REDES no local, cuja colaboração foi, segundo a autarquia, “fundamental para a sua concretização”. A equipa é coordenada pela arqueóloga municipal Ana Rita Pereira e integra também investigadores da Universidade de Coimbra e do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), de Espanha.
De acordo com a Câmara Municipal de Tábua, os trabalhos têm como objetivo “confirmar a existência de um ou mais acampamentos militares de época romana” e contribuir para “aprofundar o conhecimento sobre este sítio arqueológico e sobre a ocupação romana do concelho de Tábua e desta região”.
Segundo o comunicado, pela dimensão e características dos vestígios identificados, o local “poderá constituir um dos mais significativos testemunhos da presença do exército romano na antiga Lusitânia”, reforçando a importância que o território de Tábua poderá ter assumido durante a presença romana nesta região. A autarquia acrescenta que a localização do sítio “poderá ainda estar relacionada com a intensa exploração aurífera do rio Alva em época romana”.
A intervenção enquadra-se no protocolo de colaboração assinado em julho entre o Município de Tábua, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o CSIC.
O município destaca também a participação da comunidade local. Segundo a nota enviada à Rádio Boa Nova, “o interesse e o envolvimento da população têm sido muito positivos, demonstrando a importância que a comunidade atribui à preservação e valorização do seu património”. A forte adesão ao dia aberto realizado na passada terça-feira permitiu aos visitantes conhecer o trabalho desenvolvido pela equipa e saber mais sobre a história daquele local.
Para a Câmara de Tábua, esta intervenção representa “uma importante oportunidade para reforçar o conhecimento histórico sobre o nosso território, valorizar o património arqueológico existente e, no futuro, criar condições para que este sítio possa ser conhecido pela população e por todos aqueles que nos visitam”.
































