O valor da taxa de matrícula no Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) subiu de 30 para 125 euros. O aumento está a indignar os estudantes, sendo que já perto de duas mil pessoas já assinaram uma petição pública pela “redução imediata da taxa de matrícula” do IPC. Trata-se de um aumento de mais de 300% relativamente ao ano anterior.
No texto da petição, os autores dizem que o valor desta taxa “é dos mais elevados entre as instituições públicas de ensino superior em Portugal”. Lembram, por comparação, que “na Universidade de Coimbra, o valor é de apenas 20 euros, no Politécnico do Porto, varia entre 15 euros e os 25 euros e, na maioria das universidades e institutos públicos, os valores rondam os 20 e os 30 euros, já com o seguro escolar incluído”.
“Este valor excessivo aplicado pelo IPC representa um encargo financeiro injustificado, especialmente para estudantes com menores recursos ou beneficiários de bolsa de ação social. É incompreensível que, num contexto em que se defende a igualdade de acesso ao ensino público, se mantenham práticas que penalizam financeiramente os estudantes e as suas famílias”, lê-se na petição.
IPC promete minorar impacto
Confrontada pela Renascença com a petição e com as queixas dos estudantes, a recém eleita presidente do IPC, Cândida Malça, explica que o aumento da taxa de matrícula “não foi uma decisão tomada pela atual presidência, mas sim pela anterior direção”. Tendo tomado posse no cargo no mês de julho, a responsável do IPC assume desconhecer “as razões que sustentaram a decisão”, mas adianta que já foi contactada pelas associações de estudantes e que, em conjunto irão “reavaliar esta situação para, obviamente, mitigar o impacto desta medida no presente ano letivo”.
Cândida Malça explica que a decisão de aumentar a taxa foi decidida “há um ano”, na “reunião do Conselho de Gestão, liderado pelo professor Jorge Conde”, ex-presidente, “e onde têm assento todos os presidentes das unidades orgânicas, um representante dos não docentes e dos estudantes”.
“Eu não sei o que é que suportou e sustentou esta proposta de alteração da tabela de emolumentos por parte do anterior presidente”, uma vez que a ata da reunião “é muito parca relativamente às razões que consubstanciam a necessidade de alteração do valor dessa taxa”.
A presidente do IPC lembra que, agora, os estudantes estão de férias, pelo que a reunião entre a direção do IPC e os alunos, “terá lugar nos primeiros dias de setembro”. No futuro, Malça promete que a situação será reavaliada “com os presidentes das unidades orgânicas e com os presidentes das associações de estudantes”.
Renascença

































