O Município de Tábua manifestou, publicamente, a sua indignação face à decisão do Banco Santander de encerrar o balcão existente na vila até ao final do mês de maio, classificando a medida como incompreensível e prejudicial para a população e tecido económico local.
Em nota de imprensa, a autarquia revela ter sido surpreendida com a decisão, num processo semelhante ao que está a ocorrer noutros concelhos, e sublinha a importância histórica da agência, com décadas de ligação à comunidade, empresas e instituições locais.
Durante a reunião pública do executivo realizada ontem à tarde, o presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, não escondeu o descontentamento e exigiu explicações claras à instituição bancária. “Gostaria de saber qual é que é o motivo” para o encerramento, questionando os critérios que sustentam a decisão.
O autarca reforçou ainda que, com base na informação disponível, a medida não parece ter fundamento económico: “O balcão de Tábua tem um negócio muito por cima do que é expectável, superior a outras entidades”, acrescentando que, tendo em conta os resultados financeiros do banco em 2025, “não deve ser uma questão financeira”.
Sem respostas concretas por parte da administração do banco, Ricardo Cruz desafiou a entidade bancária a comprovar revelar o motivo concreto, “a não ser uma decisão interna e sem modelo ou análise financeira”.
Como forma de protesto, o presidente anunciou medidas concretas, tanto a nível pessoal como institucional. “Resta-me tomar a decisão de encerrar e transferir as minhas contas pessoais para outra entidade bancária”, afirmou, revelando ainda que irá propor ao município a mudança das contas da autarquia: “O município de Tábua comece a desencadear todos os procedimentos necessários para transferir as suas contas para outra entidade bancária que não esta”.
A Câmara considera que esta decisão agrava as desigualdades territoriais e contribui para o abandono dos territórios de baixa densidade, criticando a atuação de grandes empresas que privilegiam resultados financeiros em detrimento do impacto nas populações.
O Município de Tábua termina apelando à administração do banco para que reconsidere a decisão e mantenha a agência em funcionamento, sublinhando a importância de serviços de proximidade para a coesão social e económica do concelho.


































