A Câmara de Tábua voltou a apelar ao Governo para que o município possa aceder a apoios financeiros, apesar de não estar inserido na situação de calamidade, tendo no concelho quase dois milhões de euros em prejuízos.
“Há municípios na região de Coimbra como o nosso [Tábua], que não tendo aquela classificação da calamidade, não estão a encontrar, nem podem submeter as candidaturas ao Estado [para obter financiamento]. Ainda ontem [quinta-feira] apelámos novamente para que se possa revisitar esse tema”, disse hoje o presidente da autarquia tabuense.
Segundo o edil, os estragos no concelho de Tábua estão “quase a bater os dois milhões de euros”, apesar de admitir que “os verdadeiros valores” e levantamentos “só podem ser feitos depois desta intempérie passar”, tendo em vista que podem aumentar.
Ao esclarecer que o Governo decretou estado de contingência para o concelho, o líder do executivo voltou a referir que não estão claros quais os critérios de inclusão para se decretar situação de calamidade nos municípios.
“Continuamos a não perceber [os critérios de inclusão na situação de calamidade], tendo em consideração que existem municípios com menos prejuízos que o nosso e que ficaram enquadrados”, reiterou, salientando, entretanto, “não querer fazer comparações”.
A autarquia já concretizou um protocolo com a Associação Nacional De Criadores De Ovinos Da Serra Da Estrela (Ancose), para “salvaguardar alguma alimentação e também substituição de algumas coberturas”, “prontamente efetuadas” aos associados do município.
Entre as situações que assolam Tábua, além do realojamento de três famílias, está a atenção no principal acesso à localidade de Ribeira, em Touriz, que “está para ruir”, havendo para já caminhos alternativos.
LUSA






























