O Município de Tábua inaugurou, esta manhã, o segundo Parque de Biomassa no concelho, uma infraestrutura destinada à deposição de resíduos florestais, situada em Venda da Serra, na freguesia de Mouronho. O novo espaço, com 5.000 metros quadrados, representa um reforço significativo na estratégia municipal de prevenção de incêndios e gestão sustentável dos sobrantes agrícolas e florestais.


Durante a inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, destacou a dimensão e importância do novo equipamento. “É um espaço que tem 5.000 metros quadrados e, portanto, aqui são cinco vezes maior o parque que já tínhamos, em Tábua, que tem sido um sucesso”, afirmou.
O autarca explicou que o projeto inclui também contentores em São João da Boa Vista e no Estádio Municipal, destinados à deposição de resíduos provenientes de jardins, podas de videiras, arbustos e outros materiais resultantes da manutenção urbana e florestal. Sublinhou ainda que o investimento total foi de 120 mil euros, com financiamento de 85% do Fundo Ambiental.
Ricardo Cruz lembrou que o primeiro parque já atingiu 93 toneladas de resíduos recolhidos, o que demonstra a adesão da população e a necessidade de ampliar a rede. “O objetivo é claro, que as pessoas não abandonem as suas coisas, não deixem os resíduos florestais no mato e que não façam queimadas”, sublinhou, recordando que existe um período específico de proibição de queimadas na região. “A ideia é que coloquem aqui para que estejam também os terrenos limpos e protegidos”, referiu.
O presidente apelou ao cumprimento das regras de utilização, apelando à população para que “coloque só resíduos florestais”, excluindo “todos os outros resíduos como colchões e derivados”, que deverão ser encaminhados para outros locais existentes no concelho.
O destino final dos resíduos recolhidos mantém-se dentro da lógica da economia circular. “Vai tudo para a biomassa. É triturado e criado todo aquele composto que fica para a necessidade do combustível. As centrais de biomassa têm que ser alimentadas. Aqui temos a economia circular a funcionar”, afirmou Ricardo Cruz, que classificou o dia como “importante para o município”, destacando a necessidade de criar soluções que permitam às populações cumprir as regras e contribuir para a proteção do território.
O vice-presidente da autarquia e vereador do Ambiente, António Oliveira, reforçou a importância da expansão da rede de parques. “O Parque de Tábua tem apenas mil metros quadrados, tem tido bastante utilização e já foram recolhidas 93 toneladas só este ano. Isto é representativo de que as pessoas estão a usufruir de um local onde podem depositar com segurança os seus resíduos agrícolas e de jardinagem, evitando ignições que provocam incêndios rurais”, afirmou. Sobre o novo parque, considera que “vai servir cinco ou seis freguesias” e adiantou que há intenção de “fazer mais um na outra ponta do concelho”.
Também o presidente da Junta de Freguesia de Mouronho, Aníbal Mota, garantiu apoio às populações que não têm meios de transporte para levar os resíduos ao parque. “Nem todas as pessoas têm transporte para fazer este tipo de produtos. A junta de freguesia apoia, como já faz com outros monos. Se trabalharmos todos para o mesmo objetivo é muito mais fácil”, adiantou.


































