Os incêndios de agosto e setembro de 2025 deixaram um rasto de destruição em Oliveira do Hospital, com 19 casas de primeira habitação total ou parcialmente destruídas. Apesar de já terem passado vários meses, muitas famílias continuam sem resposta efetiva, denunciou o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, em declarações à Antena 1.
Das 19 habitações permanentes atingidas, apenas seis foram avaliadas até ao momento, encontrando-se agora a aguardar validação por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Para o autarca, o processo é demasiado lento e precisa de ser urgentemente acelerado.
“É um processo que precisa de aceleração, porque as pessoas vão muito aos serviços da Câmara perguntar como está o processo”, referiu José Francisco Rolo. O presidente sublinhou ainda a situação difícil de “várias pessoas que perderam as suas casas e que tiveram de regressar a habitações de familiares, como a casa dos pais”. Por isso, insistiu na necessidade de “mais trabalho no terreno” para agilizar os procedimentos.
Os atrasos não se fazem sentir apenas na área da habitação. O autarca apontou também dificuldades significativas no apoio aos agricultores. “Foram submetidas 308 candidaturas e foram pagas 32”, avançou. Em termos financeiros, estão em causa “mais de 2.983.000 euros em candidaturas submetidas para ajudas até 10.000 euros”, dos quais “foram pagos 97.400 euros”, um valor que considera “ainda irrisório”.
José Francisco Rolo denunciou ainda uma situação que classifica como “injusta”. “Enquanto os lesados dos incêndios de agosto têm acesso a apoios até 10.000 euros, os lesados pelos incêndios de setembro, que atingiram as freguesias a norte do concelho, não têm as mesmas ajudas até 10.000 euros”, explicou. Uma desigualdade que, segundo o autarca, não acontece apenas em Oliveira do Hospital, mas também noutros concelhos atingidos pelos fogos.
O presidente da Câmara garantiu que esta situação já foi comunicada ao Governo.
































