O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, alertou esta sexta-feira para a manutenção do risco de inundações em diversas regiões do país, destacando a situação crítica na zona baixa de Coimbra.
Segundo Mário Silvestre, “o risco de termos de ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje” e apelou à população para manter “os seus comportamentos de uma forma segura e anteciparem esses problemas”.
Na comunicação diária ao final da manhã, o comandante aproveitou para dirigir “um grande agradecimento a toda a população portuguesa” pela forma como tem reagido alertas que têm sido emitidos.
O responsável da ANEPC explicou que, para hoje, “mantém-se o risco significativo de inundação do Rio Mondego” e que, no Rio Tejo, embora haja “um decréscimo das descargas das barragens espanholas”, “os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia”. Esta situação irá continuar a ser monitorizada devido à precipitação na bacia hidrográfica.
Outros rios com risco significativo incluem o Rio Sorraia e o Rio Sado, enquanto rios como o Minho, Cora, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmaga, Sousa, Vouga, Agda, Lis, Nabão e Guadiana mantêm “o risco não significativo, mas mantendo-se também o risco de inundação”, detalhou Mário Silves.
O comandante destacou ainda que, apesar de a precipitação ter sido menor, “ainda estamos a alguma distância de podermos dizer que vamos regressar à normalidade relativamente a estas situações hidrológicas”.
A ANEPC mantém ativados 12 planos distritais, 124 planos municipais e 15 declarações de situação de alerta.































