O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, anunciou que o Centro de Saúde deverá ficar com o quadro de médicos de Medicina Geral e Familiar completo já esta semana, permitindo a criação da segunda Unidade de Saúde Familiar (USF) no concelho.
“Desde dezembro até recentemente, foram colocados três médicos em Oliveira do Hospital. O próximo irá assinar para a semana contrato, o que permitirá completar o quadro médico em Oliveira do Hospital, constituindo a segunda Unidade de Saúde Familiar”, afirmou o autarca durante a reunião da Assembleia Municipal realizada na passada sexta-feira.
Segundo José Francisco Rolo, a informação foi-lhe confirmada pelo coordenador da futura unidade. “Acabei de confirmar há pouco com o Sr. Dr. Rui Ferreira e teremos condições de dar cobertura a todos os cidadãos de Oliveira do Hospital que estão sem acesso a médico de família. Espero que se concretize aquilo que me foi dito”, disse, considerando “uma boa notícia para o concelho”.
Além do reforço de médicos, José Francisco Rolo destacou o investimento em curso no Centro de Saúde, defendendo que a melhoria das instalações permitirá aumentar a qualidade da resposta prestada à população. O autarca referiu ainda que as novas instalações irão permitir reforçar outras respostas na área da saúde. “Temos condições para, com novas instalações, melhorar os cuidados de saúde e é para isso que contam com o Município de Oliveira do Hospital. É para continuar a trabalhar para melhorar as condições de saúde dos cidadãos de Oliveira do Hospital”, sublinhou.
Relativamente às obras de remodelação e ampliação do Centro de Saúde, garantiu que o calendário continua enquadrado nos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Os prazos estão alinhados com a ULS, com o PRR, com a CCDR. Ainda a semana passada tivemos uma reunião, no sentido de pressionar para que a obra termine nos prazos alinhados com o PRR”, afirmou.
O presidente da Câmara respondia, assim, às questões colocadas pela deputada municipal da coligação CDS-PP/NC – Oliveira, o Motivo, Sónia Martins, que questionou a estratégia do município para assegurar médicos no concelho e o atraso das obras do Centro de Saúde.
“De que serve anunciar novas valências se não há médicos suficientes para assegurar? De que serve falar em melhoras de instalações, em modernização, em ampliação, em novas respostas se depois os utentes continuam sem médico de família?”, questionou.
A deputada lembrou que a empreitada, orçada em cerca de 3,2 milhões de euros, “deveria estar concluída em junho de 2026. “Pois bem, estamos em junho de 2026 e as obras não estão concluídas”, disse
Sónia Martins defendeu que a principal preocupação deve centrar-se na capacidade de resposta do serviço e não apenas na renovação do edifício. “As paredes novas não fazem consultas, os gabinetes novos não prescrevem medicação, as valências novas não substituem médicos e uma obra pública só tem sentido se vier acompanhada de recursos humanos, planeamento, respostas concretas e capacidade real de servir a população”, afirmou.
“O Município tem de agir, tem de pressionar, tem de exigir, tem de documentar, reunir, propor, insistir e prestar contas. Estar atento não chega”, afirmou, concluindo que “Oliveira do Hospital não precisa de edifícios para dar propaganda, precisa de serviços públicos que funcionem”.


































