O Rapada Village está de regresso a Santo António do Alva, no concelho de Oliveira do Hospital, entre os dias 17 e 19 de julho, prometendo três dias de convívio, cultura, música e desporto. Organizado pela Associação Progressiva de Santo António do Alva, através da sua secção de juventude, o festival mantém a aposta num formato diferenciador, que alia entretenimento à intervenção comunitária.
Em entrevista à Rádio Boa Nova, Pedro Miguel Coelho, membro da organização, explicou que o objetivo passa por criar um evento que reflita as diferentes valências da associação, juntando “num fim-de-semana um conjunto de atividades que dizem bastante aos nossos jovens”. “Este acaba por ser um festival de verão diferente daqueles a que estamos habituados, porque tem várias componentes que também dizem um pouco às várias valências da associação”, afirmou.
A programação arranca na sexta-feira (17) com a Gala Social, iniciativa que regressa após vários anos e que reúne 13 instituições e projetos do concelho. A organização pretende que esta gala volte a integrar a agenda anual do município, em regime de itinerância.
“Nós lançámos este repto ao Município de Oliveira do Hospital para reativarmos a Gala Social. A ideia é que, a partir de agora, ela esteja novamente ativa e seja feita em itinerância pelas várias instituições do concelho”, explicou Pedro Coelho.
Este ano, a gala terá como tema as canções tradicionais portuguesas, que serão reinterpretadas em palco através de encenações protagonizadas pelos utentes das instituições participantes, acompanhados por um coro fixo.
Após a gala, a noite continua com a atuação da banda Woodplan, encerrando o primeiro dia do festival.
No sábado (18), o destaque vai para a já habitual Sunset Party, que decorre na praia fluvial de Santo António do Alva. O cartaz reúne os DJs Trill Seco, Djane Percy, Sunlize e Aäron V., numa noite dedicada à música eletrónica.
As pulseiras para esta iniciativa têm um custo de quatro euros, ou três euros para sócios da associação.
O domingo (19) será dedicado ao convívio e ao desporto, com um torneio de sueca, almoço-convívio, atuações do Dance 83 Studio e da secção de patinagem artística da OH Sports, terminando com a transmissão da final do Campeonato do Mundo de futebol.
A organização espera ultrapassar os dois mil visitantes ao longo dos três dias. “Acho que fomos até algo conservadores. Tenho a expectativa de serem mais de duas mil pessoas nestes três dias”, revelou Pedro Coelho.
Além da programação, o responsável destacou o envolvimento dos jovens da aldeia na preparação do evento, trabalho que se prolonga ao longo de vários meses.
“Este trabalho exige uma disponibilidade enorme ao longo do ano e eu acho isso notável. Estamos a falar de uma aldeia pequena, mas conseguimos manter um grupo unido e motivado”, sublinhou.
Pedro Coelho considera que essa mobilização só é possível porque a associação dá espaço às novas gerações para participarem nas decisões.
No final da entrevista, deixou o convite para quem ainda não conhece o festival. “Venham ao Rapada Village porque é um festival de gente mesmo bonita. Durante aqueles três dias estamos a fazer tudo para que as pessoas se sintam em casa. Venham passar um bom bocado, beber um copo connosco e conhecer o espírito da Rapada. Acho que vale muito a pena”, concluiu.


































