Os prejuízos causados pelas últimas intempéries rondam os 14 milhões de euros em Oliveira do Hospital. O valor, que resulta do levantamento final feito pelos serviços municipais, foi avançado por José Francisco Rolo, presidente do Município, na última reunião pública do executivo camarário, realizada na manhã desta quinta-feira (5).
“Chegou-se a este valor, averiguado pelos técnicos da casa, estimando e orçamentando a partir de outras obras feitas semelhantes e danos semelhantes, usando esses preços de referência, atualizando-os para 2026”, explicou o autarca, acrescentando que o apuramento foi submetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que terá agora de validar os montantes.
Segundo José Francisco Rolo, o aumento do valor dos prejuízos ao longo das últimas semanas resulta do facto de o levantamento de danos ter sido feito de forma faseada, à medida que a informação ia chegando aos serviços municipais. “Os prejuízos foram apurados faseadamente e de acordo com a informação que ia chegando”, justificou.
O autarca recordou que a primeira estimativa, de cerca de 2 milhões de euros, surgiu após a passagem da tempestade Kristin. “Àquela data, os valores avaliados eram de 2 milhões de euros”, referiu. Posteriormente, com novas avaliações técnicas, os montantes têm sido atualizados. “Os 5 milhões que foram aqui falados, na passada sexta-feira, resultam dos valores apurados e já contabilizados, contas feitas na quinta-feira, antes da reunião da Assembleia Municipal”, acrescentou.
Segundo o presidente da autarquia, o valor agora apresentado corresponde ao levantamento global dos prejuízos. “Este valor de 14 milhões resulta do conjunto de todos os prejuízos e danos que foram feitos chegar pelos Serviços Municipais de Proteção Civil, pelas freguesias e pelos particulares, e que foram validados e avaliados, a maior parte deles, naturalmente por estimativa, tendo como referência outras intervenções e valores de trabalhos feitos anteriormente”, explicou.
Com avultados prejuízos, José Francisco Rolo realçou que tudo dependerá da validação do Governo. “Até nos podem validar 14 milhões, outra coisa é ver quanto nos vão dar, porque o senhor ministro da Economia e Coesão Territorial disse que não ia haver dinheiro para tudo e que tínhamos de priorizar”, afirmou.
Rolo respondia, assim, ao vereador do PSD, Francisco Rodrigues, que manifestou preocupação com a evolução dos valores divulgados.
“Não me deixa de surpreender que no prazo de um mês nós tenhamos passado de 2 milhões para depois 5 ou 6 milhões e agora estamos a falar de 14 milhões de euros”, afirmou, sublinhando que a situação pode levantar dúvidas sobre a credibilidade dos apuramentos.
Apesar disso, o vereador ressalvou não estar a tirar conclusões negativas. “Não tiro nenhuma conclusão maldosa ou seja lá o que for sobre essa situação”, disse, acrescentando que a sua preocupação se prende com a necessidade de garantir rigor.
Francisco Rodrigues considerou ainda que a credibilidade da autarquia é essencial para garantir “confiança e apoio de instituições para resolução destas tarefas”.



































