A Polícia Judiciária localizou a mulher de 37 anos, natural do concelho de Miranda do Corvo, que tinha sido dada como desaparecida na Baixa de Coimbra, numa situação que mobilizou autoridades e gerou forte atenção pública nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social. Raquel Pimentel ausentou-se “de live vontade”
Segundo comunicado da PJ enviado à Rádio Boa Nova, a participação do desaparecimento foi feita pelos familiares no passado dia 1 de julho. Face às circunstâncias do caso, a investigação foi rapidamente desencadeada. A Polícia Judiciária refere que, “perante a suspeita de que o desaparecimento pudesse estar relacionado com a prática de um crime contra a liberdade pessoal, a investigação foi prontamente assumida pela PJ, que desenvolveu diversas diligências com vista à localização da desaparecida”.
As diligências realizadas pela Diretoria do Centro da PJ, “em estreita articulação com a Polícia de Segurança Pública e com a Guarda Nacional Republicana” permitiram “localizar a mulher e apurar que esta se ausentara de livre vontade, não existindo qualquer indício da intervenção de terceiros no seu desaparecimento”.
A investigação revelou ainda que, após a divulgação pública do desaparecimento, que indivíduos ainda não identificados contactaram familiares da mulher, exigindo dinheiro para a sua suposta libertação. Segundo o comunicado, “para conferir credibilidade às suas exigências, enviaram uma fotografia da mulher, manipulada com recurso a inteligência artificial, fazendo crer que esta havia sido raptada”.
A Polícia Judiciária mantém a investigação em curso para identificar os autores dos contactos fraudulentos. A força policial alerta que este tipo de situações procura explorar momentos de fragilidade emocional das vítimas e dos seus familiares através da utilização abusiva das novas tecnologias.

































