A Polícia Judiciária está a investigar a morte do bebé com apenas 10 dias, ocorrida, ontem à tarde, em Vila Nova de Oliveirinha. A informação foi confirmada à Rádio Boa Nova pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária que não avança com mais pormenores sobre a investigação, sabendo-se contudo que o resultado da autópsia será determinante para a investigação que está em curso.
A Rádio Boa Nova apurou, junto dos serviços sociais da Câmara Municipal de Tábua, que a família tinha sido sinalizada à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) pela maternidade de Viseu logo após o nascimento da criança. Estava agendada para esta terça-feira, dia 3 de março, uma visita à habitação.
Esta manhã, em declarações à Rádio Boa Nova, o comandante Nuno Santos confirmou que os pais deslocaram-se ao quartel em viatura própria, numa tentativa de obter socorro imediato para o recém nascido em situação de “paragem cardiorrespiratória”.
Segundo contou, a criança foi entregue de imediato a uma bombeira que se encontrava nas instalações, tendo os colegas pedido “ajuda ao 112 enquanto outros começaram a fazer manobras de reanimação”.
No entanto, à chegada ao quartel, o recém-nascido já não apresentava sinais vitais, “não tinha qualquer sinal circulatório, respiratório, não tinha qualquer sinal evidente de vida”. “Por isso é que iniciámos logo o Suporte Básico de Vida, com as manobras e protocolos que devemos proceder”, adiantou.
Na ocasião, foram acionados meios diferenciados de emergência para o local. Nuno Santos recorda que “as equipas foram rápidas, mas não conseguimos reverter”. O óbito viria a ser declarado no local pela equipa médica.
A mãe terá referido que estava a amamentar o bebé momentos antes da situação crítica. “Ela disse que só deixou de respirar”, contou o comandante, não descartando a hipótese de engasgamento. “Ao amamentar podia ter sofrido uma obstrução e poderá ter levado a paragem cardiorrespiratória”. Ainda assim, ressalvou que nada de conclusivo foi identificado no imediato, não tendo as equipas de socorro verificado “nada de maior, mas é um recém-nascido”.
Logo após ter sido acionado o 112, a GNR acorreu à corporação de bombeiros de Vila Nova de Oliveirinha. “Depois passou para a alçada do NIC e depois para a Polícia Judiciária, que também tomaram conta desta ocorrência”, explicou o comandante. O corpo foi posteriormente encaminhado, cerca das 20h30, para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, em Coimbra, para realização de autópsia.
Nuno Santos indicou ainda que a Polícia Judiciária realizou diligências adicionais. “Julgo que depois a PJ deslocou-se à habitação também, para tentar perceber”, referiu à Rádio Boa Nova.
A família reside numa quinta, nas proximidades do quartel, a escassas centenas de metros, o que poderá ter motivado a deslocação imediata ao local em vez de aguardarem pelos meios de emergência.
Visivelmente abalado, o comandante sublinhou o impacto da ocorrência na corporação. “O nosso lema, é vida por vida. Mas tudo fizemos e tudo tentámos para reverter a situação, mas nem sempre é possível”, comentou.
A investigação da Polícia Judiciária prossegue para apurar as circunstâncias exatas da morte do recém-nascido.































