A quinta edição do Ocupar a Velga realiza-se entre os dias 3 e 8 de agosto, em Valezim, no concelho de Seia, levando espetáculos, oficinas, conversas, cinema e atividades para vários espaços da aldeia. A iniciativa, organizada pela Produção D’Fusão, mantém entrada livre e assinala um marco especial, apostando na celebração da cultura como forma de fortalecer a comunidade e valorizar o território.
Em entrevista à Rádio Boa Nova, Patrícia Borges, da Produção D’Fusão, explicou que esta quinta edição assume a celebração como tema central. “Queremos celebrar porque são cinco edições e é um primeiro marco neste percurso. Celebrar é também uma forma de resistir e de nos mantermos juntos”, afirmou.
O festival nasceu com o objetivo de devolver atividade à aldeia e aos espaços rurais, promovendo o encontro entre a população local, antigos habitantes e visitantes através da cultura. Segundo a responsável, o projeto tem vindo a consolidar-se ao longo dos anos, contribuindo para dar nova vida aos espaços públicos de Valezim.
A designação “Ocupar a Velga” resulta de uma expressão local utilizada para designar os terrenos agrícolas. No entanto, a organização atribui-lhe um significado mais amplo: ocupar a aldeia com cultura, dinamizando locais emblemáticos como o ringue, o terreiro, a escola, a piscina e as ruas da povoação, transformando-os em palcos para diferentes propostas artísticas.
Além dos espetáculos de artes performativas, o festival integra oficinas ambientais, atividades para crianças, sessões de leitura, cinema, momentos de reflexão e iniciativas ligadas à sustentabilidade, procurando envolver públicos de diferentes idades.
Patrícia Borges destacou ainda que o evento tem conseguido mobilizar muitos naturais de Valezim que atualmente residem noutras localidades, aproveitando o período de férias para regressarem à terra natal e participarem na programação. Ao mesmo tempo, o festival tem vindo a conquistar visitantes de toda a região, interessados em conhecer a aldeia e usufruir da oferta cultural.
Programa diversificado durante seis dias
Sandra Cardoso apresentou a programação desta edição, que se estende de segunda-feira a sábado. O arranque acontece com uma sessão de leitura orientada por Maria Beatriz Seabra, seguindo-se uma oficina ambiental promovida pelos Cervas de Gouveia e uma visita noturna dedicada à biodiversidade da Serra da Estrela. Os espetáculos noturnos decorrem entre quarta e sábado. A programação inclui teatro, dança, um espetáculo-percurso pelas ruas de Valezim, uma canja comunitária após uma das apresentações e um baile de encerramento animado por Mike El Nite.
Entre as novidades deste ano encontra-se também uma oficina de literacia financeira, dedicada à gestão do orçamento familiar, uma oficina de apicultura dinamizada por André Lopes, sessões de curtas-metragens infantis em parceria com o Festival Play e um debate sobre o futuro das aldeias.
A programação contempla ainda o Minilab, dirigido ao público infantil, e o lançamento do projeto Novelga, que inicia a recolha de histórias e memórias de habitantes de Valezim para dar origem, em 2027, a uma novela radiofónica.
Na contagem decrescente para o certame, Patrícia Borges deixou o convite para que residentes e visitantes descubram Valezim durante a semana do festival.
“Quem ainda não conhece Valezim tem aqui uma oportunidade para visitar a aldeia, descobrir novas propostas culturais e desafiar-se a conhecer linguagens que, à partida, possa pensar que não são para si”, referiu.
A quinta edição do Ocupar a Velga decorre de 3 a 8 de agosto, em Valezim, concelho de Seia, com todas as atividades de participação gratuita. A programação completa pode ser consultada nas plataformas digitais da Produção D’Fusão e do festival.
































