De saída da liderança da Associação de Futebol de Coimbra (AFC) para tomar posse como diretor da Federação Portuguesa de Futebol, Horácio Antunes reagiu à tomada de posição da Associação Desportiva (AD) de Lagares da Beira que, devido a supostos erros de arbitragem, pondera boicotar as próximas jornadas da Divisão Elite da AFC.
Em declarações à Rádio Boa Nova, Horácio Antunes adiantou que a situação denunciada pelo clube lagarense está a ser analisada pela AFC e o Conselho de Arbitragem, tendo ontem decorrido uma reunião com esse propósito.
“Há aqui queixas e há aqui, de facto, motivações de prejuízo de clubes que não nos agradam”, referiu o dirigente que conhece o presidente da AD Lagares da Beira, Norberto Santos, “há muitos anos” e nutre por ele “uma forte consideração e amizade”. “Não queremos que ele ou outro se queixem, efetivamente, de que possa haver nomeações (de árbitros) com menos cuidado”, frisou.
A propósito da jornada disputada no domingo passado e que foi a “gota de água” para o clube lagarense, Horácio Antunes refere que o jogo foi apitado por um “árbitro que já esteve nos quadros nacionais”. “Portanto, não nos pode passar pela cabeça que tenha havido alguma situação em que o árbitro possa tentar beneficiar o adversário”, asseverou à Rádio Boa Nova.
O dirigente que está de saída da AFC admite, porém que “em todos os jogos pode haver erros dos jogadores, dos defesas, dos avançados e dos guarda-redes e do árbitro, que também é um ser humano”.
Adiantou, porém, ter solicitado o visionamento do vídeo do último jogo para “poder ver os erros ou possíveis motivos da reclamação, para que sejam reparados e, no caso de terem existido, não se voltarem a repetir”. Referiu que hoje mesmo vai decorrer uma reunião para o efeito.
Em relação à ameaça de boicote, Horácio Antunes defende que “nada na vida nos deve levar ao boicote de uma competição desportiva”. “O que eu quero pedir ao Lagares da Beira, ao Sr. Norberto, a toda a direção e a toda a massa associativa é que compreendam que errar é humano e nós vamos tentar averiguar, efetivamente, a importância dos erros que foram cometidos para chamar a atenção, no caso de haver necessidade, dos próprios árbitros e do Conselho da Arbitragem”, concluiu.