O cantor Luís Represas morreu esta quarta-feira, dia 22 de julho, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. O artista comemorava neste 2026 os seus 50 anos de carreira.
Luís Represas comemorava neste 2026 os seus 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, e tinha dois concertos agendados nos coliseus de Lisboa e do Porto. Iriam acontecer em abril de 2027 e estava a preparar “um retrato de 50 anos de trabalho”.
O cantor de sucessos como “Da Próxima Vez” e “Feiticeira”, de recordar, colaborou com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, entre muitos outros artistas.
Na mesma nota recordam que, na sequência da luta pela causa timorense, o cantor foi convidado pelo Presidente Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste, tendo sido, mais tarde, condecorado com a Medalha da “Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak.
Ao longo de todas estas décadas de carreira, Luís Represas foi também distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador, em 2005.
No ano de 2010 lançou o livro infantil “A coragem de Tição”, que foi incluído no Plano Nacional de Leitura. Em 2019, a direção da Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu a Luís Represas o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”.
Atualmente apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”, além da agenda de concertos.
O primeiro-ministro acaba de reagir à morte do músico Luís Represas. Nas redes sociais, Luís Montenegro deu “as sentidas condolências” à família e amigos e realçou que o artista “é uma das maiores referências musicais” de Portugal.
A ministra da Cultura também já reagiu. Em declarações à TSF, Margarida Balseiro Lopes evidenciou o “legado” deixado por Luís Represas e considerou que a cultura portuguesa “ficou mais pobre” com a sua morte.
António José Seguro: “Perdi um amigo. Choro. Saudades do futuro, Luís”
Numa nota publicada na página da Presidência da República, António José Seguro não escondeu a emoção.
“Há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo”, começou por escrever o Chefe de Estado, evidenciando que “a partida do Luís Represas não encontrará silêncio. Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu”.































