Morreu, na noite desta segunda-feira (21), Jorge Palma, um dos maiores nomes da música portuguesa. O cantor e compositor faleceu aos 76 anos, vítima de paragem cardiorespiratória.
A notícia foi avançada através de um comunicado oficial publicado nas redes sociais do próprio artista. No texto, partilhado nas plataformas oficiais de Jorge Palma, a família expressa a sua imensa dor, sublinhando a perda irreparável de uma das figuras mais marcantes da cultura portuguesa contemporânea.
“Com uma carreira de 54 anos dedicada à música portuguesa, Jorge Palma deixa uma obra assinalável que faz parte da nossa história,” refere o comunicado da família e agência.
A nota destaca não só o legado artístico, mas também o impacto pessoal do músico, referindo que ele “deixa também muitos amigos pelo mundo, pessoas que conquistou com a sua generosidade e genialidade.
O músico deixa uma obra que atravessou gerações e marcou a história da canção nacional. Uma carreira de mais de cinco décadas, feita de canções que passaram a fazer parte da memória coletiva dos portugueses.
Numa carreira de mais de 50 anos, que teve origem nas bandas Sindicato e Black Boys, destaca-se o percurso a solo que fez depois, a partir do álbum de estreia, “Como uma viagem na palma da mão”, consolidado com mais de uma dezena de álbuns de originais, como “É proibido fumar”, “Norte”, “Voo nocturno”, “Com todo o respeito”, e com canções como “Bairro do amor”, “Na terra dos sonhos”, “O meu amor existe”, “Estrela do mar”, “Deixa-me rir” e “Frágil”.
Jorge Palma venceu o Prémio José Afonso, em 2002, com “Jorge Palma”, e a primeira edição do Prémio Pedro Osório, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2012, com o álbum “Com todo o respeito”.
Em 2020, foi distinguido com a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Lisboa, e foi condecorado pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos 8.º PLAY – Prémios da Música Portuguesa.
“Vida”, o álbum mais recente, o derradeiro, foi editado em 2023.































