O Parque Aventura Entre-as-Águas, inaugurado em março, em Meruge, tem vindo a afirmar-se como um novo ponto de atração na freguesia, com 47 entidades a terem já requisitado a utilização do espaço e um total de 850 utilizadores e mais de 1.500 visitantes, revelou o presidente da Junta de Freguesia de Meruge, João Abreu, durante a última Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.


Na intervenção, o autarca destacou a diversidade da procura, sublinhando que o espaço tem recebido pessoas provenientes de diferentes localidades da região. Segundo João Abreu, o parque tem também beneficiado da passagem de grupos integrados em circuitos turísticos, que acabam por aproveitar a visita para conhecer outros recursos existentes na freguesia.
Apesar dos resultados alcançados, o presidente da Junta considera que há ainda margem para valorizar o espaço e aumentar a sua capacidade de atração. João Abreu deixou, por isso, um apelo ao Município de Oliveira do Hospital para que apoie a concretização de outros elementos previstos para o parque que conta atualmente com uma parede de escalada, um circuito de arborismo, entre outros atrativos.
Segundo explicou o autarca, o objetivo é transformar o espaço num dos parques de referência do concelho, valorizando sobretudo as suas características naturais. O autarca destacou a beleza e a frescura do local, referindo que os visitantes ficam “maravilhados” com o parque.
Freguesia voltou a promover o Ciclo do Pão. Segunda unidade do forno dá resposta à procura




Na mesma intervenção, João Abreu fez ainda um balanço da atividade desenvolvida em torno do Ciclo do Pão. A iniciativa voltou a conjugar gastronomia, etnografia e cultura popular com uma vertente solidária. A caminhada e o almoço reuniram cerca de 200 pessoas, com a receita a reverter para a conclusão das obras do futuro lar da localidade.
O presidente da Junta salientou também a entrada em funcionamento de uma segunda unidade no forno comunitário, investimento que, segundo afirmou, tem permitido responder às múltiplas solicitações para a produção de bolas e pão.
Falta, contudo, uma peça para completar o projeto. “Para fecharmos o ciclo do pão, falta o moinho”, afirmou João Abreu, referindo-se à recuperação de um moinho propriedade da freguesia, para o qual já existe projeto de arquitetura e licenciamento municipal.
A candidatura apresentada a um programa não obteve financiamento. De acordo com o autarca, a entidade responsável reconheceu o mérito do projeto, mas recusou o apoio por considerar que a intervenção ficaria a menos de 20 quilómetros do Museu do Pão, não permitindo, nesse entendimento, a criação de uma estrutura concorrente.
João Abreu espera agora que o Município tenha em consideração a especificidade do projeto de Meruge, que pretende recuperar todo o percurso tradicional do pão, “desde a sementeira, à malha” e até à cozedura. A recuperação do moinho permitiria completar esse circuito, incluindo ainda a componente da Casa do Moleiro, destinada à venda dos produtos.































