A população de Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, viveu ontem um “dia de emoção” com o lançamento da primeira pedra do futuro lar de idosos da freguesia, uma obra levada a cabo pela Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral (CDSCVC), num investimento de perto de 2,8 milhões de Euros.

Crianças, jovens e menos jovens e os seniores da freguesia assistiram com os próprios olhos ao descerrar da pedra que comprova o arranque da obra, a cargo da empresa oliveirense Fonseca & Fonseca, que resultou de um candidatura ao programa PARES 3.0 que financia o projeto em quase 1,7 milhões de Euros, cabendo à Associação o valor restante de cerca de 1,1 milhões de euros.
“Estamos convencidos de que vamos conseguir arranjar este volume de dinheiro. A freguesia tem tradição muito grande de resolução de problemas e de atingir os objetivos a que se propõe”, disse confiante o presidente da ADSCVC e presidente da Junta de Freguesia de Meruge, João Abreu, na certeza de que a “daqui por dois anos vamos ter a obra concluída”.
O futuro edifício vai permitir à ADSCVC ter instalações próprias e dispor da valência de lar, agora designada por Estrutura Residencial para Pessoas Idosos (ERPI), que “é a mais ansiada e para a qual não temos ainda resposta”. A instituição já assegura valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário, em instalações provisórias, para cerca de 40 utentes.

“O momento é de facto de emoção. Esta era uma obra necessária”, considerou ontem o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, notando que o objetivo é “oferecer um lar aos homens e mulheres que trabalharam uma vida inteiras e que agora precisam de um espaço com carinho e proteção”. “Esse espaço vai nascer aqui”, frisou José Francisco Rolo, sem deixar de sublinhar que está em causa “um investimento avultado”.
Diante dos merugenses, José Francisco Rolo disse estar ao lado da Associação e da freguesia para fazer face ao investimento. “Em momento próprio, o executivo decidirá o apoio a esta e outras instituições, para que estas obras se concretizem”, referiu o autarca que, momentos antes tinha adiantado que o concelho de Oliveira do Hospital “foi contemplado com a aprovação de mais de sete milhões de Euros em candidaturas”, destinados a “intervenção em mais de 350 vagas, seja em melhorias ou vagas novas na deficiência e na terceira idade”.
No caso de Meruge, está em causa a criação de 47 vagas de lar. “São projetos fundamentais para o bem estar, qualidade de vida e criação de emprego em Meruge”, considerou o autarca.

“Testemunha” do caminho trilhado pela ADSCVC até aqui, o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital e ex presidente da Câmara considerou tratar-se de “um grande dia”, que será “maior” quando “tivermos o lar”. José Carlos Alexandrino, que é também deputado da Assembleia da República, destacou neste processo o trabalho da ministra da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho, que “foi uma mulher de resolução de problemas”.
No total são sete os projetos sociais aprovados pelo programa PARES 3.0, no concelho. “Oliveira do Hospital ficará coberta e será um dos maiores concelhos de Portugal a nível social”, disse satisfeito o ex presidente de Câmara.
Com a construção do lar de idosos e sua entrada em funcionamento, a ADSCVC espera duplicar o número de postos de trabalho que atualmente é de 15.
