João Pedro Caseiro, investigador a fazer atualmente o Doutoramento na área das Ciências da Educação, ao mesmo tempo que dá aulas na Universidade de Coimbra como assistente convidado, e antigo presidente da Associação Académica, é o convidado do episódio de estreia do programa “Oliveira Sub35”, da autoria de Sara Marques.
Veja a entrevista aqui:
Natural de Lagares da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital, João Pedro revisita o seu percurso pessoal, académico e cívico, refletindo sobre o impacto das origens, do território e do envolvimento associativo na construção do seu trajeto. A frase que lhe foi dita por um professor quando ainda estudava no Ensino Básico, na escola de Lagares da Beira, acabou por marcá-lo.
“Houve uma vez um professor aqui da escola de Lagares que me disse, no final do ano letivo: ‘a picareta vai ser sempre mais pesada do que uma caneta’”, recorda João Pedro Caseiro, sublinhando que só mais tarde percebeu o verdadeiro significado da frase, que hoje associa à importância do esforço contínuo face às soluções fáceis.
O jovem fala, ao longo do episódio, da influência que o território teve na sua formação pessoal. “Oliveira do Hospital é a nossa terra e a nossa casa” e “grande parte de quem eu sou se deve ao facto de eu ser daqui”, afirma, reconhecendo que o contexto moldou a sua forma de ver o mundo e de definir objetivos. Questionado sobre o crescimento no interior, o convidado descreve uma infância feliz, ainda que hoje reconheça as diferenças de oportunidades. “Foi um crescimento totalmente feliz (…) mas tenho noção de que muitos outros tiveram mais oportunidades do que nós devido ao contexto em que estamos inseridos”, aponta, acrescentando que também existem virtudes que não trocaria, como a proximidade, o contacto com a natureza e a qualidade de vida.
O episódio percorre ainda o caminho académico de João Pedro Caseiro na Universidade de Coimbra, desde a entrada como estudante até à presidência da Associação Académica de Coimbra, cargo que assumiu num contexto particularmente exigente. O convidado sublinha que o envolvimento associativo não surgiu como um projeto de poder, mas como uma vontade de participação. “Eu não entrei com o objetivo de chegar a um cargo específico”, afirma.
A influência que o associativismo teve nas suas escolhas académicas, e o interesse que ficou pelas políticas públicas na área da educação também passam em revista, ao memo tempo que deixa uma mensagem dirigida aos jovens do concelho e de outros territórios do interior.
O programa Oliveira Sub35 e esta entrevista na íntegra pode ser ouvida esta quinta às 17h na Rádio Boa Nova, com repetição na segunda-feira às 8h, e ainda nas plataformas de podcasts e no YouTube.
































