Há quatro incêndios a levantar preocupação ao início do dia desta quinta-feira (14), mobilizando dois terços dos meios a nível nacional. O fogo que lavra entre os concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital e Seia tem ainda uma situação “muito desfavorável”, com várias frentes ativas e “pelo menos seis setores de trabalho”, com poucas áreas consolidadas, escreve a Lusa.
Este fogo está “ainda muito longe de ser dominado”, mobilizava 906 operacionais, 292 viaturas e 10 meios aéreos às 10h26. Além deste, os outros três fogos a gerar apreensão são os de Sátão e Cinfães (Viseu) e o de Trancoso (Guarda), sendo que este último é o que tem uma situação “menos desfavorável”, segundo a proteção civil.
A ANEPC explicou que o incêndio de Trancoso tem já “grandes áreas em resolução”, “com trabalhos de rescaldo e consolidação e outros de vigilância”. Este fogo estava pelas 09:40 a ser combatido por 460 operacionais, apoiados por 146 viaturas e dois meios aéreos.
Também numa situação ainda desfavorável está o incêndio no concelho de Sátão, em Viseu, que apesar de também ter algumas áreas já em rescaldo, tem setores que “ainda estão em trabalhos e outros onde o incêndio se desenvolve ainda com intensidade”. No local, pelas 09:40, estavam 447 bombeiros, apoiados por 142 viaturas e quatro meios aéreos.
Já o incêndio de Cinfães, tem ainda duas frentes ativas “a arder com média intensidade” e com “algumas aldeias a serem afetadas”. Segundo a proteção civil, trata-se de uma área com difíceis acessos aos meios terrestres. No local estão 111 operacionais, apoiados por 29 viaturas e três meios aéreos.
Incêndios “extremamente dinâmicos” causam imprevisibilidade e alterações a cada momento
Questionada sobre se havia aldeias em risco de serem evacuadas, a mesma fonte sublinhou à Agência Lusa que estes incêndios “são extremamente dinâmicos” e que a situação pode alterar-se a qualquer momento, acrescentando não tem informação detalhada e rigorosa no momento e remetendo para os postos de comando locais.
“Nas áreas onde existem aldeias envolventes a estes incêndios, há sempre a possibilidade [de evacuação] e, no posto de comando, é sempre avaliada a possibilidade de, preventivamente, fazerem evacuações ou deslocamento destas pessoas”, afirmou.
No total, estão no terreno a combater os incêndios em Portugal continental 2.940 operacionais, apoiados por 940 viaturas e 17 meios aéreos.
Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural desde 02 de agosto e este ano já arderam 63.247 hectares de espaços florestais, metade dos quais nas últimas três semanas, e deflagraram 5.963 incêndios, sendo a maioria nas regiões do Norte e Centro.
- Lusa






























