O concelho de Oliveira do Hospital, fortemente afetado pelo incêndio de 15 de outubro que provocou prejuízos avultados…
… e causou a morte de 12 pessoas, tem assistido a uma “grande onda de solidariedade”.
A ajuda chega da região, do país e do mundo, permitindo que pouco a pouco o concelho se restabeleça da catástrofe e retome a normalidade. José Francisco Rolo, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital nota que “há bons sinais do retorno à normalidade” que passam pelo realojamento das mais de 120 pessoas que perderam as suas casas, assim como pela “grande onda de solidariedade que veio de todo o lado”. “Bem haja a todos”, refere este responsável pela ação social num concelho que também espera reerguer o “tecido empresarial”. “É importante proteger o emprego”, nota José Francisco Rolo dando conta de que começa a ser agilizado o procedimento de apoio às 85 empresas afetadas pelo fogo, com abertura de concurso para reabilitação, tal como resultou da reunião do Conselho de Ministros.
“Está tudo a mexer” num concelho onde a entrega de vestuário e alimentos proporcionou uma resposta de emergência às populações. “Agora há o passo da normalização” nota José Fransciso Rolo aludindo à necessidade de outros donativos como mobiliário, eletrodomésticos, materiais de construção e alfaias agrícolas. “Importa promover o regresso ao campo e à agricultura de subsistência e familiar”.
No concelho que, no dia 15 de outubro viveu o pior dia da sua história, há agora “um ambiente de esperança” só possível graças à força dos oliveirenses e generosidade de todos os que têm dado a mão a Oliveira do Hospital. “Estamos todos unidos. Há um cordão de solidariedade fantástico que abraçou Oliveira do Hospital”, verifica José Francisco Rolo, considerando que “é impagável, é louvável tudo o que foi feito”. “Obrigado, obrigado, obrigado!”, frisa.
Conceição Sousa, residente na cidade de Oliveira do Hospital, é uma das cerca de quatro centenas de voluntários que têm participado no trabalho de receção e triagem de donativos a decorrer no silo auto, localizado no centro da cidade. “Não me sentia bem estar em casa, sabendo que alguém estava à espera da minha ajuda”, contou à Rádio Boa Nova, mostrando-se surpreendida pela solidariedade que tem chegado ao concelho.
Com ligações a Tábua, mas a residir em Lisboa, José Luís Pereira, também não hesitou em ajudar. “As pessoas precisam”, disse à Rádio Boa Nova.
De férias, Joana Machado, de Setúbal, acedeu ao repto que lhe foi lançado por uma amiga que tem no concelho. “Quis ajudar de alguma forma. É claramente gratificante”, referiu.
As carrinhas com donativos chegam de todo o lado e a qualquer momento. Ontem, Oliveira do Hospital recebeu donativos de Madrid, em Espanha. Hoje a Rádio Boa Nova testemunhou a chegada de uma carrinha vinda do Algarve, que por iniciativa de uma unidade hoteleira, entregou lençóis, roupões, entre outros artigos.