Site icon Rádio Boa Nova

Governo aprova 45 medidas para mitigar efeitos dos fogos florestais

Paulo Novais/Lusa

O Conselho de Ministro aprovou, esta quinta-feira (21) o quadro “a adotar em situação de incêndios de grandes dimensões, com consequências no património e na economia de famílias e empresas”.

No final da reunião, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, explicou que este quadro é “a base a partir da qual os governos poderão, de forma rápida e ágil, colocar no terreno medidas de apoio às regiões e pessoas afetadas”.

Entre as 45 medidas deste quadro geral, Montenegro destacou:

Luís Montenegro afirmou que “o Conselho de Ministros também incluiu neste quadro, medidas excecionais de contratação pública para dar maior rapidez às empreitadas e fornecimentos”, referindo que “o papel central na definição dos apoios competirá às Câmaras, em primeira linha, e às CCDR em segunda linha, decidindo em conjunto os montantes dos apoios a conceder”.

Outras medidas

Este quadro geral para apoiar cidadãos e empresas e entidades afetadas por estas situações “poderá ser acionado por resolução do Conselho de Ministros e terá uma limitação temporal e geográfica de acordo com proposta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas”.

O Conselho de Ministros aprovou ainda uma proposta de Lei, a enviar à Assembleia da República, entre as quais se inclui “a isenção de IVA aplicável à doação no âmbito da alimentação animal”.

Foi ainda aprovado o “plano de intervenção para as florestas 2025-2050, que apresentei a 21 de março e que agora vamos remeter à Assembleia da República para um debate para podermos consensualizar um verdadeiro pacto para a gestão florestal e a proteção do território”, disse.

O País está transtornado e todos sabemos que há razões para isto

O Primeiro-Ministro começou por afirmar que Portugal está “há 25 dias seguidos a enfrentar condições de severidade meteorológica extrema e de sucessivos incêndios de grandes dimensões. O País está transtornado e todos sabemos que há razões para isto”.

“As minhas primeiras palavras são para as vítimas e suas famílias: dos que morreram no esforço de combate às chamas, aquém renovamos o nosso pesar, condolências e solidariedade; para os que ficaram feridos a quem enviamos do desejo de rápida e plena recuperação; para todos os que sofreram e sofrem a angústia de ter as chamas por perto, queremos dizer que estivemos e estamos a dar o máximo para minimizar o seu sofrimento”, disse.

As segundas palavras são “para expressar o nosso profundo conhecimento e gratidão aos bombeiros, sapadores florestais, militares da GNR, das forças armadas, todos os agentes da proteção civil, autarcas, associações e a todos os populares que não têm regateado esforços para proteger as nossas vidas e património”.

Luís Montenegro afirmou ser “extremamente sensível às frustrações e ao apelo que muitos concidadãos nos têm transmitido para mais apoio. Sabemos que apesar de termos o maior dispositivo de sempre, nem tudo correu e corre bem e nem sempre se conseguem evitar estes incêndios de grande dimensão e de grande duração”.

E sublinhou que “o Governo deu prioridade à proteção da vida das pessoas e das habitações. Não estivemos os teatros de operações, mas estivemos sempre perto e próximos dos que têm a direção operacional e que estão a conduzir o combate aos incêndios. Estivemos e estamos a assumir as nossas responsabilidades de coordenação política”.

93% dos fogos apagados em 90 minutos

O Primeiro-Ministro destacou que “não obstante os incêndios de grandes dimensões e grande duração, o nosso dispositivo no terreno apagou, nos primeiros 90 minutos mais de 93% das ignições que ocorreram até hoje”. Este trabalho “impediu que houvesse mais incêndios de grandes dimensões”, e “libertou muitos dos operacionais para os locais mais críticos”.

“Sabemos que precisamos de fazer uma avaliação profundo sobre o combate e sobre as políticas de prevenção que podem evitar que cheguemos a este extremo” disse, acrescentando que “o Governo tem tomado medidas neste sentido e está disponível para, com todos, projetar nos próximos anos políticas e medidas que se adaptem à realidade”.

Exit mobile version