A Filarmónica Fidelidade de Aldeia das Dez está a celebrar os seus 170 anos de existência com um conjunto de iniciativas que envolvem a comunidade e destacam o percurso de uma das mais antigas e emblemáticas instituições culturais do concelho de Oliveira do Hospital.

As comemorações tiveram um dos seus momentos altos no passado domingo (12), com a realização de um almoço comemorativo que reuniu cerca de 160 participantes. Segundo a presidente da direção, Paula Frade, a adesão superou as expectativas, tendo ficado várias inscrições por satisfazer devido a limitações logísticas.
“170 anos significam muitas gerações de pessoas dedicadas a esta instituição, que permitiram que chegasse até nós”, afirmou Paula Frade, sublinhando que as celebrações pretendem homenagear todos os músicos, maestros, dirigentes, sócios e colaboradores que contribuíram para a história da coletividade.
Além do almoço, está patente na Casa da Cultura César Oliveira, em Oliveira do Hospital, uma exposição semidocumental dedicada à história da filarmónica, que pode ser visitada até 5 de outubro. A mostra reúne fotografias, documentos e outros elementos históricos recolhidos pela instituição ao longo dos anos.
O programa comemorativo culmina, no dia 26 de outubro, com um concerto especial que terá uma particularidade: o público será convidado a iniciar a experiência através da visita à exposição, antes de assistir ao espetáculo musical. A entrada será gratuita.
Para esta atuação, o maestro António Simões preparou um reportório diversificado, que incluirá música ligeira, peças de caráter mais clássico e a participação da jovem cantora Sara Gouveia que vai cantar dois fados.
Atualmente, a Filarmónica Fidelidade conta com 32 músicos executantes e cerca de 20 alunos na escola de música, uma estrutura que o maestro considera essencial para garantir a continuidade da banda. “Estamos a trabalhar muito bem. Portanto, serão futuros elementos da banda”, destacou António Simões.
Os músicos têm idades compreendidas entre os 9 e os 62 anos, refletindo o caráter intergeracional da instituição. A maioria dos elementos é jovem, resultado da aposta contínua na formação musical.
Paula Frade salientou ainda que a filarmónica continua a desempenhar um papel relevante na vida cultural da região, respondendo a numerosas solicitações para atuações em festividades, encontros e concertos. “Há uma pequena aldeia que tem uma Filarmónica viva, cheia de jovens, a fazer caminho, a fazer futuro”, afirmou.
As celebrações dos 170 anos não terminam em outubro. A direção prevê ainda outras iniciativas até ao final do ano, incluindo a receção de um bootcamp de músicos e um concerto de Natal, encerrando um ano que ficará marcado por uma importante efeméride na história da Filarmónica Fidelidade de Aldeia das Dez.































